segunda-feira, 27 de maio de 2013

GUIA DOS NAUFRÁGIOS DA BAÍA DE ILHA GRANDE


Trata-se de um livro de cerca de 80 páginas com informações e localização dos naufrágios que ocorreram na região da Ilha Grande, em Angra dos Reis (RJ). Uma edição especial da Revista Náutica.

Existem fotos dos navios antes de afundados, de objetos recuperados dos naufrágios, dos destroços no fundo do mar e alguns croquis/desenhos.

Na parte final do livro menciona ainda alguns naufrágios ainda não localizados, que supostamente estariam na região. Um prato cheio para os pesquisadores.


GUIA DOS NAUFRÁGIOS DA BAÍA DE ILHA GRANDE
Autor JOSÉ EDUARDO RIEGERT GALINDO

Texto e foto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho

quinta-feira, 4 de abril de 2013

LIVRO BANDEIRAS NOS OCEANOS VOLUME I

Este é um dos livros mais completos, se é que não é o mais completo sobre os navios que navegaram sob a Bandeira do Lloyd Brasileiro.

São contadas em detalhes a história dos navios do Lloyd de 1890 a 1968. Além das importatnes informações, existem lindas fotos.

Este é outro livro que tive que ir até Santos (SP) para poder adquiri-lo, já que na época ele estava sendo vendido apenas em uma associação de lá.

Para os pesquisadores de naufrágios como eu, ele traz informações e fotos muito importantes.


BANDEIRAS NOS OCEANOS
NAVIOS DE LONGO-CURSO DO LLOYD BRASILEIRO
Autor JOSÉ CARLOS ROSSINI

Texto e foto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho

domingo, 10 de março de 2013

LIVRO THE ATLAS OF SHIPWRECKS AND TREASURE

Este livro fala sobre muitos naufrágios interessantes e famosos.

Como não conseguia encontrá-lo aqui no Brasil, acabei comprando pelo site da Amazon.

O livro tem em sua primeira parte uma riqueza de fotos de navios, tesouros recuperados, ilustrações e detalhes sobre muitos naufrágios.

Na segunda parte, mostra mapas de todos os continentes e indicação de onde os navios teriam afundado.


THE ATLAS OF SHIPWRECK AND TREASURE
Autor NIGEL PICKFORD

Texto e foto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho

domingo, 3 de fevereiro de 2013

HISTÓRIA : O NAUFRÁGIO DO ADMIRAL GRAF SPEE

O Panzerschiff ADMIRAL GRAF SPEE era um navio de guerra alemão. Foi projetado em 1928, seguindo as determinações do Tratado de Versailles, portanto não poderia pesar mais de 10000 toneladas. Foi comissionado em 1936. Na época, ele era mais rápido que um encouraçado e seu armamento mais poderoso que o de um cruzador.



Em 1938, o capitão Hans Wilhelm Langsdorff assumiu o comando do navio. A 21 de Agosto de 1939, recebeu ordens de tomar posição no Atlântico Sul.

Iniciou oficialmente sua atividade em combate em 30 de Setembro de 1939, quando afundou o navio SS CLEMENT. No mês de Outubro de 1939 afundou os navios SS NEWTON BEACH, SS HUNTSMAN e MV TREVANION. Em Novembro de 1939 afundou o MV AFRICA SHELL. Em Dezembro de 1939, iniciando sua viagem de volta para casa, afundou os navios SS DORIC STAR, SS TAIROA e SS STREONSHALH. Todos estes navios foram afundados sem que uma única vida se perdesse (mais de 360 marinheiros ao todo). A conduta do capitão Langsdorff era tão correta, que ele permitia que todos os tripulantes deixassem o navio antes de atacá-lo e afunda-lo. Por este modo de agir, recebeu o apelido de "Príncipe da Honra".

No dia 13 de Dezembro de 1939 iniciou a batalha conhecida como Batalha do Rio da Prata, quando os cruzadores HMS AJAX, HMS ACHILLES e HMS EXETER travaram um duro combate com o GRAF SPEE. Mais de 100 marinheiros perdaram suas vidas neste combate. O GRAF SPEE sofreu sérias avarias e se refugiou no porto de Montevidéu (Uruguai), que era neutro na época.

Atendendo às convenções da época, o governo do Uruguai deu 72 horas ao GRAF SPEE para fazer reparos e se retirar do porto. Os cruzadores ingleses ficaram aguardando a saída do GRAF SPEE. Apesar de protestar em relação às determinações do governo Uruguaio, o capitao Langsdorff zarpou no prazo combinado. Navegou até onde foi possível e então explodiu o GRAF SPEE a cerca de 4 milhas de distância do porto de Montevidéu.



Antes do GRAF SPEE deixar o porto de Montevidéu, a tripulação do mesmo foi transferida secretamente para um cargueiro alemão que estava ancorado nas proximidades. Quando o GRAF SPEE explodiu, o comandante e a tripulação foram transferidos para 3 pequenas embarcações argentinas e levados para Buenos Aires (Argentina), chegando lá em 18 de Dezembro de 1939. Já na Argentina, em 20 de Dezembro de 1939 o capitão Langsdorff suicidou-se com um tiro na cabeça, deixando uma carta explicando os motivos de seu ato para o embaixador alemão.

Hoje o GRAF SPEE encontra-se no mesmo local onde explodiu, mas o mesmo é de difícil acesso. Foram realizadas algumas tentativas de recuperação de alguns objetos, onde inclusive um canhão foi trazido à superfície.

Algumas das informações aqui descritas foram obtidas do site na Internet do livro "Prince of Honor" de Joseph Gilbey

( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Este artigo foi publicado pela primeira vez pelo autor, no antigo site MERGULHO BR em 2001. 

Para você que gosta de histórias de naufrágios, deixo a sugestão deste livro:

sábado, 5 de janeiro de 2013

HISTÓRIA: O NAUFRAGIO DO RMS LUSITANIA

O RMS LUSITANIA teve sua construção iniciada em Setenbro de 1904 pelo estaleiro John Brown & Company em Clydebank, Escócia. Foi lançado ao mar em 16 de Junho de 1906. Sua primeira viagem se deu em 7 de Setembro de 1907. Tinha cerca de 239 metros de comprimento e pesava cerca de 31550 toneladas. Pertencia à empresa inglesa Cunard Lines.


Com o advento da Primeira Guerra Mundial, chegou a ser requisitado pelo British Admiralty (Almirantado Inglês) para atuar na guerra, mas não recebeu ordens oficiais e continuou suas atividades como navio de passageiros.

Em sua última viagem, sob a direção do comandante Turner, o LUSITANIA deixou o porto de New York a 1 de Maio de 1915 com destino a Liverpool, levando a bordo cerca de 1959 pessoas e uma carga de carne, frango, gordura, bacon, ostras, carros, queijo, suprimentos médicos, máquinas, bicicletas e óleo.

No dia 7 de Maio de 1915, próximo à costa sul da Irlanda, por volta das 14:10 horas, o comandante do submarino alemão U-20, Walter Schweiger, ordenou o disparo de um único torpedo contra o LUSITANIA que estava em sua mira. O torpedo causou uma grande explosão, que instantes depois foi seguida de outra. O LUSITANIA afundou em 18 minutos. O comandante do LUSITANIA ainda tentou chegar com o navio à beira da praia, mas não foi possível.

Ouvindo o pedido de socorro, se dirigiram ao local os navios JUNO, NARRANGANSETT, ETONIAN, CITY OF EXETER além de rebocadores, traineiras e pequenos barcos que saiam das vilas de pescadores próximas ao local do naufrágio.

Cerca de 1195 morreram, das quais 128 eram cidadãos Norte-Americanos.

Algumas fontes ainda citam :
  • O LUSITANIA carregava uma carga de ouro, não indicada em seu manifesto de carga.
  • O Almirantado Inglês tinha conhecimento da existência de submarinos alemães no local, pois no dia 5 de Maio de 1915 uma escuna inglesa havia sido afundada e na tarde do mesmo dia um navio de carga Norueguês havia sido atacado mas conseguiu escapar. No dia 6 de Maio de 1915 os navios CANDIDATE e CENTURION foram afundados na região.
  • O LUSITANIA carregava entre sua carga armas e munições.
  • O comandante do LUSITANIA havia sido informado por mais de uma vez pelo Almirantado Inglês sobre a presença de submarinos alemães no local.
  • O LUSITANIA carregava uma carga de platina, diamantes e pedras preciosas que nunca foram encontradas.
  • A morte dos cidadãos Norte-Americanos no naufrágio do LUSITANIA, foi um dos motivos pelos quais os Estados Unidos declararam guerra à Alemanha em 1917.
( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Este artigo foi publicado pela primeira vez pelo autor, no antigo site MERGULHO BR em 2001.
Para você que gosta de histórias de naufrágios, deixo a sugestão deste livro:

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

BOAS FESTAS

Desejo aos amigos mergulhadores um Feliz Natal e um 2013 com "águas claras" o tempo inteiro!

Abraço,

Wilson Luiz Negrini de Carvalho

domingo, 23 de dezembro de 2012

HISTÓRIA: O NAUFRÁGIO DO SS YONGALA

O SS YONGALA foi construído em 1903 pelos estaleiros Armstrong Withworth & Co, tendo sido lançado ao mar em 29 de Março de 1903. Tinha cerca de 110 metros de comprimento, 14 metros de boca e seu peso bruto era de 3663 toneladas. Pertencia à Adelaide Steamship Company e fazia a rota australiana de Melbourne - Cairns.


Em sua última viagem, comandado pelo capitão William Knight, saiu de Melbourne a 14 de Março de 1911, fazendo escalas em Sidney (18 de Março), Brisbane (21 de Março), chegando a Flat-Top Island (Mackay) na manhã do dia 23 de Março onde desembarcou 3 passageiros com suas bagagens, malas postais e diversas cargas. Logo depois embarcou 2 passageiros e mais cargas.

Às 13:40 horas do dia 23 de Março de 1911 o YONGALA deixava o porto, indo em direção a Townsville com o céu encoberto e uma brisa moderada levando a bordo 29 passageiros na primeira classe, 19 passageiros na segunda classe e 72 tripulantes. Estava na etapa final de sua 99a viagem. Minutos depois de sua partida, chega um comunicado ao porto de Mackay, informando que um ciclone estava se formando na região entre Mackay e Townsville. O YONGALA navegou por cerca de 5 horas, quando passou pelo farol de Dent Island. O desastre poderia ter sido evitado, mas nem o farol e nem o YONGALA possuiam rádio. O mar estava agitado e a chuva estava muito forte. Eram 18:35 horas. Foi a última vez que o YONGALA foi visto navegando.

O que aconteceu, ninguém sabe ao certo. Existe muita especulação à respeito deste assunto. A teoria mais forte é de que o YONGALA navegou em direção ao centro do ciclone e por volta das 02:40 horas do dia 24 de Março de 1911, em virtude das grandes ondas que se formaram, foi tragado para o fundo do mar. Não houve sobreviventes.

Na época acreditaram que o YONGALA havia desviado de sua rota normal para evitar o ciclone. Contudo, a 25 de Março de 1911, os navios que faziam a mesma rota do YONGALA não o avistaram e ele também não havia chegado a nenhum porto. A empresa Adelaide Steamship Company foi avisada de que poderia ter ocorrido um desastre.

Imediatamente outros dois navios da companhia, o TARCOOLA e o OURAKA, foram despachados para procurarem pelo YONGALA em Whitsunday Passage. A mais longa busca marítima da história da Austrália havia começado...

As buscas foram interrompidas em 28 de Março de 1911, quando foram encotradas em uma praia perto do cabo Bowling Green, caixas de melancia, um cavalo de corridas morto que faziam parte da carga do YONGALA além de uniformes da tripulação. Contudo o navio, os passageiros e a tripulação haviam desaparecido completamente.

Em 1943, um navio caça-minas encontrou sinais de algo no fundo do mar, ao largo do cabo Bowling Green próximo a Townsville, mas nada foi identificado. Em 1947 o navio HMAS LACHLAN, com equipamento de detecção de submarinos, identificou o objeto encontrado no fundo do mar em 1943. Era um navio. Os destroços foram visitados somente em 1958 pelos mergulhadores Bill Kirkpatrick e George Kourat onde ficou confirmado que era o SS YONGALA. Tudo foi encontrado dentro do navio : a carga, os restos mortais dos passageiros e tripulação. Essa descoberta reforçou a tese de que o navio foi tragado de surpresa por uma onda, pois nenhum bote salva-vidas havia sido baixado.

O SS YONGALA, está a uma profundidade que varia dos 14 aos 30 metros, estando bastante conservado. É considerado o melhor naufrágio para se mergulhar na Austrália e um dos melhores do mundo.

Algumas fontes ainda citam :
  • O número de pessoas transportadas era 141.
  • O YONGALA foi encontrado em 1911 por uma escuna particular chamada NORMA.
  • O número de pessoas transportadas era 121.

(Texto: Wilson Luiz Negrini de Carvalho)

Este artigo foi publicado pela primeira vez pelo autor, no antigo site MERGULHO BR em 2001.

Para você que gosta de histórias de naufrágios, deixo a sugestão deste livro: