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domingo, 12 de junho de 2016

HISTÓRIA : O NAUFRÁGIO DO HMS COURAGEOUS

O cruzador leve HMS Courageous foi encomendado pela Royal Navy ao estaleiro Armstrong de Newcastle, Reino Unido, em 1915.

Teve sua construção finalizada em 1916 e chegou a participar de algumas batalhas antes do fim da Primeira Guerra Mundial.


Em meados da década de 20, foi transformado em porta-aviões.


Em 17 de Setembro de 1939, estava em uma missão anti-submarino, quando o submarino alemão U-29 comandado por Otto Schuhart, disparou uma salva de 3 torpedos, 2 deles acertando em cheio o HMS Courageous.

Afundou cerca de 15 minutos depois, provocando a morte de aproximadamente 580 pessoas, incluindo a de seu capitão, W.T. Makeig-Jones.

Embora muitos tentem esconder deliberadamente a posição deste naufrágio, as coordenadas aproximadas são latitude 50°10'00.0"N longitude 14°45'00.0"W (WGS84).

Tinha um deslocamento de 22.500 toneladas, cerca de 240 metros de comprimento e boca de 25 metros.

Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho

Para você que gosta de histórias de naufrágios, deixo a sugestão deste livro:

sábado, 21 de maio de 2016

HISTÓRIA : O NAUFRÁGIO DO REX

O Rex foi construído pelo estaleiro Ansaldo, em Sestri Ponenti, Itália.

Recebeu inicialmente o nome de Guglielmo Marconi quando começou a ser construído para a companhia Navigazione Generale Italiana, mas por causa da fusão entre as três maiores empresas de navegação da Itália (Italia Flotte Riunite), seu nome foi mudado para Rex.

Media cerca de 268 metros de comprimento, 29 metros de largura e tinha um deslocamento de 50.100 toneladas. Podia levar até 2258 passageiros e 756 tripulantes.

Sua construção foi terminada em 1932. Com o advento da segunda guerra mundial, ficou inicialmente estacionado em Bari.


No dia 8 de Setembro de 1944 foi atacado na região da baía de Capodistria, ao sul de Trieste, por caças Beaufighter do esquadrão A272 da Força Aérea Aliada Costeira do Mediterrâneo. Queimou durante 4 dias e depois emborcou.


Terminada a guerra, a companhia italiana quis recuperar o naufrágio, mas como estava localizado em território da República Socialista Federativa da Iugoslávia, não foi possível.

Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho

Fotos : fotógrafo oficial da Royal Air Force - Imperial War Museums (Inglaterra)


Para você que gosta de histórias de naufrágios, deixo a sugestão deste livro:

sábado, 30 de maio de 2015

DOCUMENTÁRIO SOBRE O NAUFRÁGIO DO PRINCIPESSA MAFALDA

Há algum tempo atrás, publiquei aqui a história do naufrágio do navio Principessa Mafalda, que pode ser vista no link http://planetamergulho.blogspot.com/2010/09/historia-o-naufragio-do-principessa.html

Existe no YouTube um documentário muito interessante, que dá vários detalhes sobre o naufrágio do navio Principessa Mafalda.

Você poderá encontrá-lo pelo nome IL NAUFRAGIO DEL PRINCIPESSA MAFALDA.MOV.

É um documentário em espanhol, e mesmo aqueles que não dominam o idioma, conseguirão entender.

( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )


Para você que gosta de histórias de naufrágios, deixo a sugestão deste livro:

domingo, 26 de abril de 2015

DOCUMENTÁRIOS SOBRE O NAUFRÁGIO DO BRITANNIC

Há algum tempo atrás, publiquei aqui a história do naufrágio do navio Britannic, que pode ser vista no link http://planetamergulho.blogspot.com/2010/07/historia-o-naufragio-do-britannic.html

Existem no YouTube vários documentários que falam sobre o Britannic.

Eu recomendo os dois indicados abaixo, com informações bem interessantes, que podem ser encontrados com os seguintes títulos:
  • Jacques Cousteau's Search for Titanic's Sister Ship, Britannic 
  • Britannic : Documentary on the Tragedy of the Britannic, Titanic's Sister Ship

( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )


Para você que gosta de histórias de naufrágios, deixo a sugestão deste livro:

domingo, 29 de março de 2015

DOCUMENTÁRIO SOBRE O NAUFRÁGIO DO TITANIC

Em 2012, por ocasião do centésimo aniversário de afundamento do navio Titanic, foi lançado um documentário, onde exploradores pesquisam áreas inexploradas do local do naufrágio.

A maioria das explorações anteriores haviam se concentrado mais nas áreas onde estão localizados os destroços da proa e da popa do navio.

O restante dos destroços, inclusive uma pequena parte central do Titanic, até então, nunca tinham sido localizadas.

O documentário tem o nome de TITANIC MISTERY SOLVED, e pode ser encontrado na Internet.

Eu o encontrei no YouTube, e não sei quanto tempo ainda estará disponível por lá para ser assistido.

( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Para você que gosta de histórias de naufrágios, deixo a sugestão deste livro:

domingo, 28 de setembro de 2014

HISTÓRIA : O NAUFRÁGIO DO EIRE

O EIRE era um navio de bandeira norte-americana que media cerca de 90 metros de comprimento, tinha cerca de 13 metros de boca e um deslocamento de 2000 toneladas.
Em sua última viagem, havia saído do Rio de Janeiro levando passageiros e uma carga de cerca de 24900 sacas de café, rumo aos Estados Unidos.
Em 02/12/1872, por volta das 02:00 horas da manhã, um incêndio foi visto de Tambaú, distante aproximadamente 10 milhas a sudeste.
Vários pescadores se dirigiram ao local em suas jangadas. Ao chegarem lá, encontraram um navio em chamas.
Encontraram também 8 escaleres salva-vidas onde estavam embarcados 8 tripulantes e 73 passageiros.
Atualmente, os destroços do EIRE ou "Queimado" como é chamado, está a 5 milhas da Ponta do Bessa, em João Pessoa/PB, a cerca de 16 metros de profundidade.
Ainda podem ser encontrados o eixo com o hélice, as caldeiras (que são quadradas) e algumas outras partes do navio.
Alguns pesquisadores dizem que o nome do navio é ERIE e não EIRE, e que a data correta de afundamento é 02/01/1873.

( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Fontes de pesquisa :
  • Catálogo de naufrágios e afundamentos do autor José Goes de Araujo
  • Site de naufrágios na Paraíba
Este artigo foi publicado pela primeira vez pelo autor, no antigo site MERGULHO BR em 2001.

Para você que gosta de histórias de naufrágios, deixo a sugestão deste livro:

quinta-feira, 24 de julho de 2014

HISTÓRIA : O NAUFRÁGIO DO VAPOR PIRAPAMA


A história do vapor PIRAPAMA é interessante e controvertida.

Ele era um vapor de rodas que foi afundado de propósito, por ter abalroado o vapor BAHIA cerca de um ano antes e não ter socorrido nenhum dos naufragos.

Algumas fontes citam que o comandante do PIRAPAMA tinha um desentendimento com o comandante do vapor BAHIA por causa de uma mulher, e que o primeiro havia prometido passar por cima do vapor BAHIA na primeira oportunidade que tivesse.

Na noite de 24 para 25 de Março de 1887 o vapor PIRAPAMA que havia saido de Recife/PE, bateu no vapor BAHIA que havia saído de João Pessoa/PB. O vapor BAHIA afundou em aproximadamente 20 minutos. Mais de 30 pessoas morreram no naufrágio.

O comandante do PIRAPAMA simplesmente retornou a Recife sem socorrer nenhum dos naufragos.

Após apuração dos fatos, decidiu-se afundar o vapor PIRAPAMA, em represália ao afundamento do vapor BAHIA. E assim ocorreu no ano de 1889.



O vapor PIRAPAMA tinha cerca de 75 metros de comprimento.

Hoje o PIRAPAMA encontra-se a cerca de 6 milhas de distância do Porto de Recife/PE, a uma profundidade que varia dos 22 aos 25 metros.

É um excelente local para mergulho, com muita vida marinha.

Agumas fontes ainda citam que:
  • O ano de afundamento do PIRAPAMA foi 1888.
  • O capitao Carvalho, comandante do PIRAPAMA foi absolvido após julgamento por falta de provas.

( Autor : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Principais fontes de pesquisa :
  • Revista MERGULHO ano V número 48
  • Revista MERGULHO ano III número 39
  • Revista SCUBA ano V número 41
Este artigo foi publicado pela primeira vez pelo autor, no antigo site MERGULHO BR.

Para você que gosta de histórias de naufrágios, deixo a sugestão deste livro:

sábado, 28 de junho de 2014

HISTÓRIA : O NAUFRÁGIO DO BAGÉ

Resumo :
  • Construído pelo estaleiro alemão AG Vulcan para a armadora Norddeustcher Lloyd (N.D.L.).
  • Lançado ao mar em 1912 e batizado com o nome de SIERRA NEVADA.
  • A viagem inaugural deu-se em Janeiro/1913.
  • Confiscado em 1917 no porto de Recife, recebendo depois o nome de BAGÉ.
  • Em sua última viagem, era comandado por Artur Guimarães.
  • Foi torpedeado pelo U-185 em 31 de Julho de 1943 na região de Sergipe.
  • Cerca de 84 pessoas sobreviveram e 30 morreram.
Fontes de pesquisa :
  • Catálogo de naufrágios e afundamentos do autor José Goes de Araujo
  • Livro Bandeiras no Oceanos do autor José Carlos Rossini
( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Este artigo foi publicado pela primeira vez pelo autor, no antigo site MERGULHO BR.

Para você que gosta de histórias de naufrágios, deixo a sugestão deste livro:

terça-feira, 15 de outubro de 2013

HISTÓRIA : O NAUFRÁGIO DO PRINZ WILLEM V

O PRINZ WILLEM V estava sendo construído em Rotterdam, Holanda em 1939. Com o advento da Segunda Guerra Mundial foi afundado com o objetivo de bloquear o acesso dos alemães aos canais da região.


Com o término da guerra foi içado e finalmente lançado ao mar em 1949. Pertencia à empresa International Greate Lakes Trade. tinha 78 metros de comprimento, 13 metros de boca e 2763 toneladas brutas.

No dia 14 de Outubro de 1954 saía de Milwaukee em direção ao canal Welland e depois para a Holanda. Sua carga era composta de maquinário de tipografia, peças para carros, instrumentos musicais e outras coisas. Ao norte de Milwaukee o comandante do PRINZ WILLEM V avistou o rebocador SINCLAIR CHICAGO mas não percebeu a barcaça SINCLAIR XII que estava sendo puxada por ele a cerca de 240 metros atrás. O PRINZ WILLEM V atingiu o cabo que puxava a barcaça contando-o e fazendo com que a mesma se chocasse com ele, penetrando cerca de 7 metros em seu casco a boreste. O PRINZ WILLEM V começou a fazer água e seu comandante deu ordem para abandonar o navio.

Hoje o PRINZ WILLEM V encontra-se a cerca de 3 milhas de distância de Milwaukee, a 27 metros de profundidade.

( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Este artigo foi publicado pela primeira vez pelo autor, no antigo site MERGULHO BR em 2001.

Para você que gosta de histórias de naufrágios, deixo a sugestão deste livro:

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

OBJETOS RECUPERADOS DE NAUFRÁGIOS NO BRASIL

Coloco aqui algumas fotos que foram tiradas há alguns anos no museu Fundamar em São Sebastião (SP).

São objetos de alguns navios naufragados na costa brasileira.

Objetos do naufrágio do Príncipe de Astúrias, localizado em Ilhabela (SP)







Objetos do naufrágio do Dart, localizado em Ilhabela (SP)





Objetos de um galeão do século XVIII



Objeto do naufrágio do Hipocampo, localizado em Ubatuba (SP)


Texto e fotos : Wilson Luiz Negrini de Carvalho
Para você que gosta de histórias de naufrágios, deixo a sugestão deste livro:

quarta-feira, 17 de julho de 2013

LIVRO SHIPWRECKS IN THE AMERICAS

Livro de 444 páginas com dicas sobre pesquisa de naufrágios, sobre identificação de objetos antigos.

São listados centenas de naufrágios ocorridos pelas Américas do século XVI ao XIX. Realmente, se você está querendo "correr atrás" de algo de grande valor histórico, é só tentar localizar um destes naufrágios.

Tem ilustrações e fotos bem interessantes. Algumas mostram objetos encontrados no fundo do mar, de valor histórico inestimável.

O livro pode ser adquirido através da Amazon.


SHIPWRECKS IN THE AMERICAS
Autor Robert F Marx

Texto e foto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho

segunda-feira, 3 de junho de 2013

CATÁLOGO DE NAUFRÁGIOS E AFUNDAMENTOS - COSTA BRASILEIRA (1503 a 1995)


Catálogo de 50 páginas, contendo informações sobre os naufrágios que ocorreram em toda a costa brasileira, entre 1503 e 1995.

O livro é uma grande tabela com informações sobre os navios, nome dos comandantes, data de afundamento, local aproximado do afundamento e algumas observações.

Existem algumas fotos dos navios: antes de afundados, já encalhados e afundando, além de croquis/desenhos.

Para aqueles que gostam de pesquisa de naufrágios, é uma obra interessante.

Adquiri este livro diretamente do autor.


CATÁLOGO DE NAUFRÁGIOS E AFUNDAMENTOS COSTA DO BRASIL
(1503 a 1995)
Autor : JOSÉ GOES DE ARAUJO

Texto e foto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho

segunda-feira, 27 de maio de 2013

GUIA DOS NAUFRÁGIOS DA BAÍA DE ILHA GRANDE


Trata-se de um livro de cerca de 80 páginas com informações e localização dos naufrágios que ocorreram na região da Ilha Grande, em Angra dos Reis (RJ). Uma edição especial da Revista Náutica.

Existem fotos dos navios antes de afundados, de objetos recuperados dos naufrágios, dos destroços no fundo do mar e alguns croquis/desenhos.

Na parte final do livro menciona ainda alguns naufrágios ainda não localizados, que supostamente estariam na região. Um prato cheio para os pesquisadores.


GUIA DOS NAUFRÁGIOS DA BAÍA DE ILHA GRANDE
Autor JOSÉ EDUARDO RIEGERT GALINDO

Texto e foto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho

domingo, 10 de março de 2013

LIVRO THE ATLAS OF SHIPWRECKS AND TREASURE

Este livro fala sobre muitos naufrágios interessantes e famosos.

Como não conseguia encontrá-lo aqui no Brasil, acabei comprando pelo site da Amazon.

O livro tem em sua primeira parte uma riqueza de fotos de navios, tesouros recuperados, ilustrações e detalhes sobre muitos naufrágios.

Na segunda parte, mostra mapas de todos os continentes e indicação de onde os navios teriam afundado.


THE ATLAS OF SHIPWRECK AND TREASURE
Autor NIGEL PICKFORD

Texto e foto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho

domingo, 3 de fevereiro de 2013

HISTÓRIA : O NAUFRÁGIO DO ADMIRAL GRAF SPEE

O Panzerschiff ADMIRAL GRAF SPEE era um navio de guerra alemão. Foi projetado em 1928, seguindo as determinações do Tratado de Versailles, portanto não poderia pesar mais de 10000 toneladas. Foi comissionado em 1936. Na época, ele era mais rápido que um encouraçado e seu armamento mais poderoso que o de um cruzador.



Em 1938, o capitão Hans Wilhelm Langsdorff assumiu o comando do navio. A 21 de Agosto de 1939, recebeu ordens de tomar posição no Atlântico Sul.

Iniciou oficialmente sua atividade em combate em 30 de Setembro de 1939, quando afundou o navio SS CLEMENT. No mês de Outubro de 1939 afundou os navios SS NEWTON BEACH, SS HUNTSMAN e MV TREVANION. Em Novembro de 1939 afundou o MV AFRICA SHELL. Em Dezembro de 1939, iniciando sua viagem de volta para casa, afundou os navios SS DORIC STAR, SS TAIROA e SS STREONSHALH. Todos estes navios foram afundados sem que uma única vida se perdesse (mais de 360 marinheiros ao todo). A conduta do capitão Langsdorff era tão correta, que ele permitia que todos os tripulantes deixassem o navio antes de atacá-lo e afunda-lo. Por este modo de agir, recebeu o apelido de "Príncipe da Honra".

No dia 13 de Dezembro de 1939 iniciou a batalha conhecida como Batalha do Rio da Prata, quando os cruzadores HMS AJAX, HMS ACHILLES e HMS EXETER travaram um duro combate com o GRAF SPEE. Mais de 100 marinheiros perdaram suas vidas neste combate. O GRAF SPEE sofreu sérias avarias e se refugiou no porto de Montevidéu (Uruguai), que era neutro na época.

Atendendo às convenções da época, o governo do Uruguai deu 72 horas ao GRAF SPEE para fazer reparos e se retirar do porto. Os cruzadores ingleses ficaram aguardando a saída do GRAF SPEE. Apesar de protestar em relação às determinações do governo Uruguaio, o capitao Langsdorff zarpou no prazo combinado. Navegou até onde foi possível e então explodiu o GRAF SPEE a cerca de 4 milhas de distância do porto de Montevidéu.



Antes do GRAF SPEE deixar o porto de Montevidéu, a tripulação do mesmo foi transferida secretamente para um cargueiro alemão que estava ancorado nas proximidades. Quando o GRAF SPEE explodiu, o comandante e a tripulação foram transferidos para 3 pequenas embarcações argentinas e levados para Buenos Aires (Argentina), chegando lá em 18 de Dezembro de 1939. Já na Argentina, em 20 de Dezembro de 1939 o capitão Langsdorff suicidou-se com um tiro na cabeça, deixando uma carta explicando os motivos de seu ato para o embaixador alemão.

Hoje o GRAF SPEE encontra-se no mesmo local onde explodiu, mas o mesmo é de difícil acesso. Foram realizadas algumas tentativas de recuperação de alguns objetos, onde inclusive um canhão foi trazido à superfície.

Algumas das informações aqui descritas foram obtidas do site na Internet do livro "Prince of Honor" de Joseph Gilbey

( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Este artigo foi publicado pela primeira vez pelo autor, no antigo site MERGULHO BR em 2001. 

Para você que gosta de histórias de naufrágios, deixo a sugestão deste livro:

sábado, 5 de janeiro de 2013

HISTÓRIA: O NAUFRAGIO DO RMS LUSITANIA

O RMS LUSITANIA teve sua construção iniciada em Setenbro de 1904 pelo estaleiro John Brown & Company em Clydebank, Escócia. Foi lançado ao mar em 16 de Junho de 1906. Sua primeira viagem se deu em 7 de Setembro de 1907. Tinha cerca de 239 metros de comprimento e pesava cerca de 31550 toneladas. Pertencia à empresa inglesa Cunard Lines.


Com o advento da Primeira Guerra Mundial, chegou a ser requisitado pelo British Admiralty (Almirantado Inglês) para atuar na guerra, mas não recebeu ordens oficiais e continuou suas atividades como navio de passageiros.

Em sua última viagem, sob a direção do comandante Turner, o LUSITANIA deixou o porto de New York a 1 de Maio de 1915 com destino a Liverpool, levando a bordo cerca de 1959 pessoas e uma carga de carne, frango, gordura, bacon, ostras, carros, queijo, suprimentos médicos, máquinas, bicicletas e óleo.

No dia 7 de Maio de 1915, próximo à costa sul da Irlanda, por volta das 14:10 horas, o comandante do submarino alemão U-20, Walter Schweiger, ordenou o disparo de um único torpedo contra o LUSITANIA que estava em sua mira. O torpedo causou uma grande explosão, que instantes depois foi seguida de outra. O LUSITANIA afundou em 18 minutos. O comandante do LUSITANIA ainda tentou chegar com o navio à beira da praia, mas não foi possível.

Ouvindo o pedido de socorro, se dirigiram ao local os navios JUNO, NARRANGANSETT, ETONIAN, CITY OF EXETER além de rebocadores, traineiras e pequenos barcos que saiam das vilas de pescadores próximas ao local do naufrágio.

Cerca de 1195 morreram, das quais 128 eram cidadãos Norte-Americanos.

Algumas fontes ainda citam :
  • O LUSITANIA carregava uma carga de ouro, não indicada em seu manifesto de carga.
  • O Almirantado Inglês tinha conhecimento da existência de submarinos alemães no local, pois no dia 5 de Maio de 1915 uma escuna inglesa havia sido afundada e na tarde do mesmo dia um navio de carga Norueguês havia sido atacado mas conseguiu escapar. No dia 6 de Maio de 1915 os navios CANDIDATE e CENTURION foram afundados na região.
  • O LUSITANIA carregava entre sua carga armas e munições.
  • O comandante do LUSITANIA havia sido informado por mais de uma vez pelo Almirantado Inglês sobre a presença de submarinos alemães no local.
  • O LUSITANIA carregava uma carga de platina, diamantes e pedras preciosas que nunca foram encontradas.
  • A morte dos cidadãos Norte-Americanos no naufrágio do LUSITANIA, foi um dos motivos pelos quais os Estados Unidos declararam guerra à Alemanha em 1917.
( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Este artigo foi publicado pela primeira vez pelo autor, no antigo site MERGULHO BR em 2001.
Para você que gosta de histórias de naufrágios, deixo a sugestão deste livro:

domingo, 23 de dezembro de 2012

HISTÓRIA: O NAUFRÁGIO DO SS YONGALA

O SS YONGALA foi construído em 1903 pelos estaleiros Armstrong Withworth & Co, tendo sido lançado ao mar em 29 de Março de 1903. Tinha cerca de 110 metros de comprimento, 14 metros de boca e seu peso bruto era de 3663 toneladas. Pertencia à Adelaide Steamship Company e fazia a rota australiana de Melbourne - Cairns.


Em sua última viagem, comandado pelo capitão William Knight, saiu de Melbourne a 14 de Março de 1911, fazendo escalas em Sidney (18 de Março), Brisbane (21 de Março), chegando a Flat-Top Island (Mackay) na manhã do dia 23 de Março onde desembarcou 3 passageiros com suas bagagens, malas postais e diversas cargas. Logo depois embarcou 2 passageiros e mais cargas.

Às 13:40 horas do dia 23 de Março de 1911 o YONGALA deixava o porto, indo em direção a Townsville com o céu encoberto e uma brisa moderada levando a bordo 29 passageiros na primeira classe, 19 passageiros na segunda classe e 72 tripulantes. Estava na etapa final de sua 99a viagem. Minutos depois de sua partida, chega um comunicado ao porto de Mackay, informando que um ciclone estava se formando na região entre Mackay e Townsville. O YONGALA navegou por cerca de 5 horas, quando passou pelo farol de Dent Island. O desastre poderia ter sido evitado, mas nem o farol e nem o YONGALA possuiam rádio. O mar estava agitado e a chuva estava muito forte. Eram 18:35 horas. Foi a última vez que o YONGALA foi visto navegando.

O que aconteceu, ninguém sabe ao certo. Existe muita especulação à respeito deste assunto. A teoria mais forte é de que o YONGALA navegou em direção ao centro do ciclone e por volta das 02:40 horas do dia 24 de Março de 1911, em virtude das grandes ondas que se formaram, foi tragado para o fundo do mar. Não houve sobreviventes.

Na época acreditaram que o YONGALA havia desviado de sua rota normal para evitar o ciclone. Contudo, a 25 de Março de 1911, os navios que faziam a mesma rota do YONGALA não o avistaram e ele também não havia chegado a nenhum porto. A empresa Adelaide Steamship Company foi avisada de que poderia ter ocorrido um desastre.

Imediatamente outros dois navios da companhia, o TARCOOLA e o OURAKA, foram despachados para procurarem pelo YONGALA em Whitsunday Passage. A mais longa busca marítima da história da Austrália havia começado...

As buscas foram interrompidas em 28 de Março de 1911, quando foram encotradas em uma praia perto do cabo Bowling Green, caixas de melancia, um cavalo de corridas morto que faziam parte da carga do YONGALA além de uniformes da tripulação. Contudo o navio, os passageiros e a tripulação haviam desaparecido completamente.

Em 1943, um navio caça-minas encontrou sinais de algo no fundo do mar, ao largo do cabo Bowling Green próximo a Townsville, mas nada foi identificado. Em 1947 o navio HMAS LACHLAN, com equipamento de detecção de submarinos, identificou o objeto encontrado no fundo do mar em 1943. Era um navio. Os destroços foram visitados somente em 1958 pelos mergulhadores Bill Kirkpatrick e George Kourat onde ficou confirmado que era o SS YONGALA. Tudo foi encontrado dentro do navio : a carga, os restos mortais dos passageiros e tripulação. Essa descoberta reforçou a tese de que o navio foi tragado de surpresa por uma onda, pois nenhum bote salva-vidas havia sido baixado.

O SS YONGALA, está a uma profundidade que varia dos 14 aos 30 metros, estando bastante conservado. É considerado o melhor naufrágio para se mergulhar na Austrália e um dos melhores do mundo.

Algumas fontes ainda citam :
  • O número de pessoas transportadas era 141.
  • O YONGALA foi encontrado em 1911 por uma escuna particular chamada NORMA.
  • O número de pessoas transportadas era 121.

(Texto: Wilson Luiz Negrini de Carvalho)

Este artigo foi publicado pela primeira vez pelo autor, no antigo site MERGULHO BR em 2001.

Para você que gosta de histórias de naufrágios, deixo a sugestão deste livro:

domingo, 4 de novembro de 2012

LIVRO SINISTROS MARÍTIMOS DA COSTA DE SÃO PAULO (1900 a 1999)

Para aqueles que gostam de estudar a história dos naufrágios e também de mergulhar neles, este é um livro bem interessante:


SINISTROS MARÍTIMOS DA COSTA DE SÃO PAULO (1900 a 1999)
Autor JOSÉ CARLOS ROSSINI

Adquiri-lo, há alguns anos atrás, foi bastante complicado. Tive que ir até Santos (SP), falar pessoalmente com uma senhora que se me lembro bem, era secretária de uma fundação.

Enfim, depois de uma mão de obra danada, consegui o livro, que valeu a pena todo o trabalho para consegui-lo.

Os detalhes e as fotos são muito legais.

O autor é uma pessoa muito simpática. Na ocasião, acho que ele estava vivendo na Suíça, e através da secretária da fundação em Santos, consegui o e-mail dele e trocamos algumas mensagens sobre o tema.

Texto e imagem : Wilson Luiz Negrini de Carvalho

sábado, 27 de outubro de 2012

HISTÓRIA: O NAUFÁGIO DO MV ESTONIA

O MV ESTONIA era uma balsa de passageiros construída em 1980 em Pappenburg nos estaleiros Jos L Meyer. Tinha cerca de 157 metros de comprimento, 24 metros de boca, peso bruto de 15566 toneladas e podia navegar a uma velocidade de 21,2 nós. Inicialmente tinha capacidade para transportar 2000 passageiros, tendo depois sido alterada para 1400 em 1190 cabines. Podia carregar também 370 carros e 52 caminhões. Sua primeira viagem se deu a 05 de Julho de 1980, fazendo a rota Turku (Finlândia) a Stockholm (Estocolmo - Suécia).



O último proprietário do MV ESTONIA foi a Estonian Shipping Company que comprou o navio em 1992. Antes de pertentecer a ela o Estonia já havia tido outros nomes e outros proprietários, são eles :

Período Nome do Navio Proprietário
1980 a 1990 Viking Sally Rederi Ab Sally - Viking Line
1990 Silja Star Oy Silja Line Ab - Effjohn International
1990 a 1992 Wasa King Wasa Line - Effjohn International

Durante sua existência esteve envolvido em vários acidentes/incidentes :

Data Acontecimento
20/10/1981 Colidiu com o barco Ragrund na parte sul do arquipelago Aland.
25/10/1982 Bateu no fundo do mar em Turku (Finlândia).
01/09/1983 Ficou a deriva em virtude de uma pane em uma das hélices, na Ilha de Ixla.
23/05/1984 Bateu nas pedras próximas do arquipélago de Flogo Aland.
02/04/1985 Estragou uma das hélices durante viagem que fazia. Ninguém sabe como aconteceu.
05/11/1988 Durante uma operação de resgate de naufrágos de um barco, bateu contra as pedras e estragou uma hélice e o leme, próximo a Stockholm (Suécia).
27/12/1989 Colidiu com um pesqueiro perto de Mariehamn.

Em sua última viagem, o ESTONIA zarpou da cidade de Talinn (Estonia) em 27 de Setembro de 1994 por volta das 19:00 horas com destino a Stockholm (Suécia), levando à bordo 989 pessoas. O tempo estava ruim com chuva, ventos de 20 a 25 m/s e ondas de até 5 metros de altura.

Por volta da 01:00 hora do dia 28 de Setembro, enquanto as pessoas estavam se divertindo no bar, ouviu-se um grande barulho. De repente, o ESTONIA se inclinou entre 30 e 40 graus a boreste. Os objetos que estavam nas estantes do bar caíram em cima das balconistas e as mesmas foram atiradas ao chão. Ao mesmo tempo, as pessoas que estavam no local foram também atiradas ao chão, algumas delas quebrando o braço e/ou a perna. O tripulante Henrik Sillaste, que trabalhava na casa das máquinas dirigiu-se à sala de controle procurando pelo engenheiro encarregado, que estava vistoriando os monitores e notou que havia uma grande quantidade de água entrando pela escotilha da proa. O MV ESTONIA era uma balsa de passageiros, que tinha uma escotilha com uma rampa em sua proa para permitir a entrada de carga e veículos. Acredita-se que o impacto das ondas tenha soltado o mecanismo que prendia a escotilha, fazendo com que a mesma se abrisse permitindo que as ondas levassem a água para dentro do compartimento onde estavam os veículos, acumulando água, desestabilizando o navio e fazendo com que ele virasse.

Por volta de 01:24 horas, Ilkka Karppala que estava operando o rádio na estação de Uto Island (Finlândia), recebeu um pedido de socorro do ESTONIA indicando sua posição no Mar Báltico a 59 graus e 23 minutos N, 21 graus e 42 minutos E. O ESTONIA também manteve contato com os navios SILJA EUROPA e SILJA SYMPHONY.

Inicialmente as pessoas tentavam ajudar umas às outras, mas a medida que a situação foi se tornando mais crítica, cada um tentava salvar a si mesmo. Muitos que estavam com braços ou pernas quebradas, não coseguiam pegar o colete salva-vidas. As pessoas que pulavam ao mar se agarravam umas às outras impossibilitando ajudarem uns aos outros. Alguns eram puxados para os botes salva-vidas. Aos poucos, algumas pessoas que já estavam nos botes salva-vidas começaram a morrer.

A balsa de passageiros M/S MARIELLA, da companhia Viking Line dirigiu-se rapidamente para o local e por volta das 02:04 horas teve o último contato de radar com o MV ESTONIA. O primeiro navio a chegar no local foi o M/S SILJA EUROPA, mas não pode baixar seus botes salva-vidas por causa do mar agitado e das grandes ondas. Alguns sobreviventes que conseguiram se aproximar do SILJA EUROPA subiram por uma escada. Outras 5 pessoas foram resgatas por um helicóptero finlandês.

O segunda navio a chegar no local foi o M/S SILJA SYMPHONY, que também não conseguiu lançar seus botes salva-vidas. Ficou apenas recebendo os sobreviventes que eram resgatados pelos helicópteros.

O terceiro navio a chegar no local foi o M/S ISABELLA, conseguindo resgatar 70 pessoas usando dois botes de borracha. Vários outros navios chegaram depois, mas nenhum conseguiu resgatar um único sobrevivente.

Somente 137 pessoas sobreviveram, das quais 94 eram passageiros e 43 eram membros da tripulação.

Algumas fontes ainda citam :
  • O ESTONIA parou de fazer transmissões via rádio por volta das 00:30 horas e afundou por volta das 00:50 horas (fuso horário da Suécia).
  • O ESTONIA afundou muito rápido e não foi possível usar os botes salvas-vidas além do fato de muitas pessoas não estarem usando seus coletes salva-vidas adequadamente.
  • Uma comissão de especilistas da Suécia, Finlândia e Estônia, divulgaram um relatório informando que uma das causas do afundamento do navio teria sido um erro no projeto da porta da proa do navio. Foi levantada também a hipótese de um ataque terrorista, pois durante as filmagens dos destroços, foram encontrados indícios de explosão de uma bomba.
  • Uma comissão de especialistas contratada pelo estaleiro alemão que construiu o ESTONIA afirmou que o navio não estava em condições de navegar devido à realização de manutenção inadequada além de reforçarem a tese da bomba baseado em evidências filmadas.
  • O engenheiro sueco Anders Bjorkman atesta que a água entrou por um buraco no casco do navio.
( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Este artigo foi publicado pela primeira vez pelo autor, no antigo site MERGULHO BR em 2001.

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sábado, 4 de junho de 2011

HISTÓRIA: O NAUFRÁGIO DO SS ELIHU B WASHBURNE

A foto acima não é do ELIHU, mas de um outro "Liberty Ship". Estes navios construídos na época da Segunda Guerra Mundial eram praticamente idênticos uns aos outros, pois seguiam o mesmo padrão em quase todos os aspectos. O navio desta foto, que foi tirada em 1994, é o JEREMIAH O'BRIEN.

Construído pelo estaleiro California Shipbuilding Corporation

Lançado ao mar em 31/12/1942

Entregue em 16/01/1943

Torpedeado em 07/03/1943 na região próxima a Ilha de Alcatrazes e Ilhabela/SP

Algumas fontes indicam que o mesmo foi torpedeado em Junho de 1943.

( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Fontes de pesquisa :
* Informações e foto foram obtidas no site da Marinha Norte-Americana
* Catálogo de naufrágios e afundamentos do autor José Goes de Araujo
* Livro Sinistros Marítimos Costa de São Paulo 1900-1999 do autor José Carlos Rossini

Este artigo foi publicado pela primeira vez pelo autor, no antigo site MERGULHO BR em 2001.

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