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sábado, 19 de março de 2016

PONTO DE MERGULHO : PRAIA DAS PEDRAS MIÚDAS


Para quem gosta de praticar o "snorkeling dive" ou mergulho livre, a Praia das Pedras Miúdas é um excelente ponto em Ilhabela (SP). A praia recebeu este nome por conta das pequenas pedras encontradas no fundo do mar.

Tem uma faixa de areia bem estreita, cuja extensão se altera em função das marés.

Em frente está localizada a Ilha das Cabras. O local como um todo se transformou em um santuário protegido por lei.


No canto esquerdo da ilha, existe uma estátua de Netuno colocada no fundo do mar.

A profundidade no local varia entre 5 e 10 metros de profundidade.

O mergulhador deve ficar super atento ao tráfego de embarcações no local, bem como em relação à correnteza.

Para chegar lá, você pega em São Sebastião (SP) a balsa para Ilhabela. Ao chegar em Ilhabela, ao final da rua onde desembarcou da balsa, vire à direita e siga por cerca de 2 quilômetros.

A Praia das Pedras Miúdas fica bem ao lado da estrada. No local existe uma operadora de mergulho, onde você pode alugar máscara, snorkel e nadadeiras, e para os credenciados em mergulho autônomo, alugar equipamento de mergulho completo.

Você mergulhar e depois saborear um petisco servido à beira da praia. É um passeio ideal para se fazer com toda a família. A diversão está garantida.

Uma última dica: evite o lugar em temporada e feriados.

Vale a pena passar o dia por ali.

( Texto e fotos : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Se quiser boas dicas sobre como praticar mergulho em apneia, recomendo o livro:

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

HISTÓRIA : O NAUFRÁGIO DO THEREZINA EM ILHABELA

O navio SIEGMUND da armadora alemã Union D.R., iniciou suas operações em 1905. Foi apreendido pelas autoridades brasileiras em 1917, conforme determinado por um Decreto do Congresso Nacional, que ordenava a apreensão de todos os navios alemães que se encontravam refugiados em território brasileiro, bem como autorizava a utilização dos mesmos pelo Governo Federal. Este Decreto foi uma retaliação do Governo Brasileiro pelo afundamento de navios de bandeira brasileira por submarinos alemães.

Pouco tempo depois o SIEGMUND teve seu nome alterado para THEREZINA e foi confiado ao Lloyd Brasileiro, que passou a utilizá-lo normalmente.

O THEREZINA cehgou ao porto de Santos/SP em 20 de Janeiro de 1919 para ser carregado com diversos produtos, dentre eles cerca de 47000 sacas de farinha de milho destinadas à França. Tinha a tripulação de 50 homens e seu comandante era Fortunato Ayrosa.

Depois de carregado, deixou o porto após as 20:30 horas. Na madrugada do dia seguinte, o radio-telegrafista do THEREZINA transmitiu uma mensagem informado que o mesmo esta encalhado próximo a Ponta da Sela em Ilhabela (SP). De Santos, o navio SÃO PAULO foi enviado para prestar socorro, mas retornou após receber da estação telegráfica de São Sebastião, uma comunicação relatando que toda a tripulação estava salva e que o navio fora considerado irrecuperável.

Neste meio tempo, o Diretor do Lloyd Brasileiro do escritório que ficava em Santos, solicitou a ajuda da Esquadra da Marinha dos Estado Unidos, que estava navegando em direção a Santos. O cruzador CLEVELAND foi destacado para o socorro, e no final da tarde, este último enviou uma mensagem a seu comando informando que :

Havia encontrado o THEREZINA partido em dois, o O mar estava bastante agitado, e não havia sinal da tripulação.

À noite, a estação de São Sebastião enviou outra mensagem ao escritório do Lloyd Brasileiro em Santos informando que :

Alguns tripulantes haviam chegado em São Sebastião, os demais tripulantes estavam próximos ao local do acidente, e realmente não seria possível recuperar o THEREZINA. O navio SÃO PAULO se dirigiu novamente ao local para fazer o resgate dos sobreviventes.

Atualmente o THEREZINA encontra-se completamente desmantelado, a uma profundidade que varia dos 9 aos 14 metros.

LOCALIZAÇÃO: Latitude 23o 54.274' S, Longitude 045o 27.564' W, erro de 11 metros, Map Datum Córrego Alegre.

( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Fontes de pesquisa :
* Revista SCUBA ano IV número 28
* Operadora Colonial Diver de Ilhabela/SP
* Museu Fundamar em São Sebastião/SP
* Livro Bandeiras nos Oceanos, Vol I,  do autor José Carlos Rossini
* Livro Sinistros Marítimos Costa de São Paulo 1900-1999 do autor José Carlos Rossini

Este artigo foi publicado pela primeira vez pelo autor, no antigo site MERGULHO BR.


Para você que gosta de histórias de naufrágios, deixo a sugestão deste livro:

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

OBJETOS RECUPERADOS DE NAUFRÁGIOS NO BRASIL

Coloco aqui algumas fotos que foram tiradas há alguns anos no museu Fundamar em São Sebastião (SP).

São objetos de alguns navios naufragados na costa brasileira.

Objetos do naufrágio do Príncipe de Astúrias, localizado em Ilhabela (SP)







Objetos do naufrágio do Dart, localizado em Ilhabela (SP)





Objetos de um galeão do século XVIII



Objeto do naufrágio do Hipocampo, localizado em Ubatuba (SP)


Texto e fotos : Wilson Luiz Negrini de Carvalho
Para você que gosta de histórias de naufrágios, deixo a sugestão deste livro:

sábado, 4 de junho de 2011

HISTÓRIA: O NAUFRÁGIO DO SS ELIHU B WASHBURNE

A foto acima não é do ELIHU, mas de um outro "Liberty Ship". Estes navios construídos na época da Segunda Guerra Mundial eram praticamente idênticos uns aos outros, pois seguiam o mesmo padrão em quase todos os aspectos. O navio desta foto, que foi tirada em 1994, é o JEREMIAH O'BRIEN.

Construído pelo estaleiro California Shipbuilding Corporation

Lançado ao mar em 31/12/1942

Entregue em 16/01/1943

Torpedeado em 07/03/1943 na região próxima a Ilha de Alcatrazes e Ilhabela/SP

Algumas fontes indicam que o mesmo foi torpedeado em Junho de 1943.

( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Fontes de pesquisa :
* Informações e foto foram obtidas no site da Marinha Norte-Americana
* Catálogo de naufrágios e afundamentos do autor José Goes de Araujo
* Livro Sinistros Marítimos Costa de São Paulo 1900-1999 do autor José Carlos Rossini

Este artigo foi publicado pela primeira vez pelo autor, no antigo site MERGULHO BR em 2001.

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domingo, 10 de abril de 2011

HISTÓRIA : O NAUFRÁGIO DO DART EM ILHABELA


O DART era um misto de veleiro e vapor tendo 105 metros de comprimento, 12 metros de boca, 6 metros de calado e um deslocamento de 2641 toneladas. Foi construído na Inglaterra em 1883. Era considerado luxuoso para os padrões da época. Fazia a rota Santos - New York transportando passageiros e carga.

Em 11 de Setembro de 1884, saia de Santos/SP com uma carga de 20 mil sacas de café, em direção ao Rio de Janeiro/RJ para fazer uma escala, onde embarcaria a maioria dos passageiros. Aproximadamente 7 horas após ter zarpado do porto de Santos, chocou-se contra as rochas do sudoeste de Ilhabela/SP. O DART bateu de proa, girou e bateu novamente de lado nas pedras. Por ter afundado aos poucos, foi possível o resgate de seus 5 passageiros e 55 tripulantes. Seu comandante era E.H. Edey.

A provável causa de seu afundamento foi um erro de navegação.

Hoje, os destroços do DART encontram-se próximos ao Morro do Simão, em uma enseada, a uma profundidade que varia dos 6 aos 14 metros, distante a uns 20 metros da costa. Ainda pode-se ver o cavername, o leme e várias outras partes do navio.

(Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Principais fontes de pesquisa :
* Revista SCUBA ano IV número 28
* Operadora Colonial Diver de Ilhabela/SP
* Site www.ilhabela.com.br
* Museu Fundamar em São Sebastião/SP

Este artigo foi publicado pela primeira vez pelo autor, no antigo site MERGULHO BR em 2001.

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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

HISTÓRIA : O NAUFRÁGIO DO AYMORÉ EM ILHABELA


(Foto da maquete cedida por Carlos Eduardo Rodrigues de Paula)

O AYMORÉ, era um vapor com cerca de 60,7 metros de comprimento.

Construído no estaleiro Armstrong Mittchel em Newcasttle, Inglaterra em 1883. Foi incorporado ao Lloyd Brasileiro em 1890, atuando como cargueiro. Tinha um deslocamento de 665 toneladas.

Em sua última viagem, partia de Montevidéu (Uruguai) para o Rio de Janeiro (Brasil), carregando malas postais e cartuchos de munição descarregados, além de poucos passageiros. Segundo consta, suas condições de navegação não eram ideais quando iniciou a viagem. Durante a viagem, teve problemas no leme e teve que fazer uma escala não programada em Santos (São Paulo) no dia 17 de Julho de 1920, permanecendo em reparos até o dia 21 do mesmo mês.

Retomou sua viagem nesta última data e ao aproximar-se do canal de São Sebastião em 22 de Julho, encontrou correntes fortes fazendo com que o mesmo fosse levado até a costeira da Ilhabela, onde foi atirado contra a Pedra do Ribeirão fazendo um rombo na proa. Como o navio não afundou de imediato, houve tempo para salvar os passageiros.

Hoje o AYMORÉ se encontra no mesmo local a uma profundidade entre 5 e 8 metros. Ainda é possível ver parte da casaria, a caldeira, parte da popa com o eixo e o hélice, além do leme.

Algumas fontes citam a data do naufrágio como sendo 24 de Julho de 1919.
( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Fontes de pesquisa :
* Revista SCUBA ano IV, número 28
* Museu Fundamar em São Sebastião/SP
* Operadora Colonial Diver em Ilhabela/SP
* Livro Sinistros Marítimos Costa de São Paulo 1900-1999 do autor José Carlos Rossini

Este artigo foi publicado pela primeira vez pelo autor, no antigo site MERGULHO BR em 2001.


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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

HISTÓRIA : O NAUFRÁGIO DO VELASQUEZ EM ILHABELA


O VELASQUEZ era um navio de bandeira inglesa com deslocamento de 7887 toneladas. Foi construído em 1906 pelos estaleiros Sir Raylton and Co. Pertencia a armadora Lamport & Holt.

No início do século 20, fazia a rota Buenos Aires - New York transportando carga e passageiros.

Chocou-se contra as rochas da Ponta da Sela em Ilhabela/SP no dia 16 de Outubro de 1908, após ter zarpado do porto de Santos/SP. Sua carga era formada por café e malas postais.

Não houve vítimas. Os tripulantes e passageiros conseguiram abandonar o navio e ficaram na Praia do Veloso, onde aguardaram até o dia seguinte, a vinda do navio MILTON para resgatar os náufragos e também a correspondência que o navio transportava. As bagagens dos passageiros não foram recuperadas devido às condições do mar.

Hoje, os destroços do VELASQUEZ encontram-se no costão Sul da Ponta da Sela, a uma profundidade que varia de 9 a 20 metros. Ainda é possível encontrar partes do casco, caldeiras e outras.
( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Localização do naufrágio:
  • Latitude 23 graus 53.802' S
  • Longitude 045 graus 27.698' W
  • Erro de 11 metros
  • Map Datum Corrego Alegre
Fontes de pesquisa :
* Revista SCUBA ano IV número 28
* Site www.ilhabela.com.br
* Operadora Colonial Diver de Ilhabela/SP
* Museu da Fundação Mar em São Sebastião/SP
* Livro Sinistros Marítimos Costa de São Paulo 1900-1999 do autor José Carlos Rossini

Este artigo foi publicado pela primeira vez pelo autor, no antigo site MERGULHO BR em 2001.

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

HISTÓRIA : O NAUFRÁGIO DO PRÍNCIPE DE ASTÚRIAS EM ILHABELA

( Foto cedida por Marcello de Ferrari)

Este é considerado o pior acidente ocorrido em costas brasileiras.

O PRÍNCIPE DE ASTÚRIAS foi construído nos estaleiros da Russel & Company, em Glasgow na Escócia e lançado ao mar em 30 de Abril de 1914. Pertencia à empresa de navegação espanhola Pinillos, Izquierdo y Compañia. Tinha cerca de 150 metros de comprimento, 19 metros de boca, 13 metros de pontal e um deslocamento de 17000 toneladas.

Fazia a rota Madri - Buenos Aires, quando na madrugada do dia 6 de Março de 1916 chocou-se contra as pedras da Ponta da Pirabura em Ilhabela/SP. Cerca de tres minutos após a colisão, suas caldeiras explodiram e cinco minutos depois do primeiro impacto, o navio afundou.

Sua carga era composta de 4500 toneladas de cobre, 800 toneladas de chumbo, 1700 toneladas de estanho, estátuas de bronze para o monumento ao General San Martin que fica no bairro Palermo em Buenos Aires, além de seus objetos caríssimos de prata e porcelana, usados para atender os passageiros.

O vapor francês VEGA e o navio PRÍNCIPE DE SATRUSTEGUI tentaram prestar auxílio. O comandante deste último relatou : "Às 21:02 horas, estava a 17 milhas do porto de Santos, quando recebi um radiograma de Mont Serrat, em que o agente de meu vapor em Santos me noticiava o naufrágio do Príncipe de Astúrias, ocorrido as 5 horas da manhã do corrente, nas proximidades da Ponta do Boi. Imediatamente governei a E em demanda daquele ponto, cujo meridiano voltei a cruzar a uma milha de 6, naveguei pela costa, desde a Ponta da Pedra Dura até a Enseada do Pirassubu, o segundo desde esta ponta até o local denominado Chave. Vendo mais tarde dois cadáveres, mandei arriar o bote número 1, no qual o recolhi, trazendo a bordo. Em seguida fiz vasculhar toda a região onde havia acontecido a submersão, alargando a área de reconhecimento da Baía do Sombrio até as costas da Ilha Vitória. Sem nada encontrar, retornei para o Sul em demanda dos botes, embarcando os dois cadáveres de mulheres que tinham à bordo do bote número 1..."

Foram encontrados cerca de 477 corpos que se espalharam pela Baía de Castelhanos em Ilhabela. A Praia da Caveira, como é conhecida em Ilhabela, recebeu este nome por causa deste fato.

Hoje, o que restou do PRÍNCIPE DE ASTÚRIAS está a uma profundidade que varia dos 15 aos 40 metros na Ponta da Pirabura.

Algumas fontes ainda citam :

* A data do naufrágio como sendo no dia 5 de Março de 1916 às 04:30 horas.
* Além da carga mencionada, o navio levava também 40000 libras esterlinas em moedas e jóias e uma carga de ouro diplomático não estimado.
* O navio trazia em seus porões, cerca de 1500 imigrantes ilegais que fugiam da Primeira Guerra Mundial na Europa. Caso isto seja verdadeiro o número de mortos chegaria a 2000 pessoas.
* Um único barco salva-vidas foi lançado ao mar e nele estava a maioria dos sobreviventes. Outros se agarraram a pedaços do navio que flutuava e foram resgatados pelo navio Vega (cerca de 100).
* O comandante Lotina e seu primeiro imediato, se suicidaram com um tiro ao verem o ocorrido.
* A Capitania dos Portos após recolher alguns corpos, improvisou um cemitério num local conhecido como Serraria, local este que hoje está coberto pela areia.
* O PRÍNCIPE DE ASTÚRIAS contava com um casco duplo, porões de alagamento para que o lastro da embarcação fosse aumentado quando o mesmo tivesse com pouca carga, visando manter a estabilidade do navio além de bombas de grande capacidade para encher os porões de lastro em curto espaço de tempo. Tinha capacidade de transportar 150 passageiros na primeira classe, 120 na segunda classe, 120 na segunda classe econômica e 1500 na terceira classe. Em suas acomodações, tinha sauna, salão de jogos e danças, amplo restaurante e convés de observação.
* Algumas das pessoas que participaram da expedição que recuperou parte da carga do PRÍNCIPE DE ASTÚRIAS : Oberdan Fieldini, Ivo de Andrade, José Carlos Ramalho, Werner Krauss, Adolfo Melchart de Barro, Oene Pires Brito.

( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Fontes de pesquisa :

* Revista SCUBA ano V número 38
* Revista SCUBA ano IV número 28
* Museu da Fundação Mar em São Sebastião/SP
* Sr Marcello de Ferrari
* Catálogo de naufrágios e afundamentos do autor José Goes de Araujo
* Livro Sinistros Marítimos Costa de São Paulo 1900-1999 do autor José Carlos Rossini

Este artigo foi publicado pela primeira vez pelo autor, no antigo site MERGULHO BR em 2001.

Para você que gosta de histórias de naufrágios, deixo a sugestão deste livro: