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domingo, 28 de setembro de 2014

HISTÓRIA : O NAUFRÁGIO DO EIRE

O EIRE era um navio de bandeira norte-americana que media cerca de 90 metros de comprimento, tinha cerca de 13 metros de boca e um deslocamento de 2000 toneladas.
Em sua última viagem, havia saído do Rio de Janeiro levando passageiros e uma carga de cerca de 24900 sacas de café, rumo aos Estados Unidos.
Em 02/12/1872, por volta das 02:00 horas da manhã, um incêndio foi visto de Tambaú, distante aproximadamente 10 milhas a sudeste.
Vários pescadores se dirigiram ao local em suas jangadas. Ao chegarem lá, encontraram um navio em chamas.
Encontraram também 8 escaleres salva-vidas onde estavam embarcados 8 tripulantes e 73 passageiros.
Atualmente, os destroços do EIRE ou "Queimado" como é chamado, está a 5 milhas da Ponta do Bessa, em João Pessoa/PB, a cerca de 16 metros de profundidade.
Ainda podem ser encontrados o eixo com o hélice, as caldeiras (que são quadradas) e algumas outras partes do navio.
Alguns pesquisadores dizem que o nome do navio é ERIE e não EIRE, e que a data correta de afundamento é 02/01/1873.

( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Fontes de pesquisa :
  • Catálogo de naufrágios e afundamentos do autor José Goes de Araujo
  • Site de naufrágios na Paraíba
Este artigo foi publicado pela primeira vez pelo autor, no antigo site MERGULHO BR em 2001.

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domingo, 10 de abril de 2011

HISTÓRIA : O NAUFRÁGIO DO DART EM ILHABELA


O DART era um misto de veleiro e vapor tendo 105 metros de comprimento, 12 metros de boca, 6 metros de calado e um deslocamento de 2641 toneladas. Foi construído na Inglaterra em 1883. Era considerado luxuoso para os padrões da época. Fazia a rota Santos - New York transportando passageiros e carga.

Em 11 de Setembro de 1884, saia de Santos/SP com uma carga de 20 mil sacas de café, em direção ao Rio de Janeiro/RJ para fazer uma escala, onde embarcaria a maioria dos passageiros. Aproximadamente 7 horas após ter zarpado do porto de Santos, chocou-se contra as rochas do sudoeste de Ilhabela/SP. O DART bateu de proa, girou e bateu novamente de lado nas pedras. Por ter afundado aos poucos, foi possível o resgate de seus 5 passageiros e 55 tripulantes. Seu comandante era E.H. Edey.

A provável causa de seu afundamento foi um erro de navegação.

Hoje, os destroços do DART encontram-se próximos ao Morro do Simão, em uma enseada, a uma profundidade que varia dos 6 aos 14 metros, distante a uns 20 metros da costa. Ainda pode-se ver o cavername, o leme e várias outras partes do navio.

(Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Principais fontes de pesquisa :
* Revista SCUBA ano IV número 28
* Operadora Colonial Diver de Ilhabela/SP
* Site www.ilhabela.com.br
* Museu Fundamar em São Sebastião/SP

Este artigo foi publicado pela primeira vez pelo autor, no antigo site MERGULHO BR em 2001.

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domingo, 16 de maio de 2010

HISTÓRIA : O NAUFRÁGIO DO AQUIDABÃ EM ANGRA DOS REIS


O Aquidabã foi construído na Inglaterra em 1885. Tinha 85,4 metros de comprimento, 15,84 metros de boca, 5,48 metros de calado e um deslocamento de 5029 toneladas. Como encouraçado de esquadra da Marinha Brasileira, tinha 4 canhões de 9 polegadas, 15 metralhadoras, cinco tubos de lançamento de torpedos e 4 canhões de 5 polegadas.

Participou de vários acontecimentos, como na reação à tentativa de golpe de estado contra o Marechal Deodoro, na Revolta Armada, etc. Passou por reformas na Alemanha e Inglaterra para melhorias em seu casco e armamentos. Um tempo depois passou por outra reforma, onde foi transformado em embarcação para a realização de experiências de transmissão de telégrafo sem fio.

Por volta das 23:00 horas de 21 de Janeiro de 1906, quando estava ancorado na Baía de Jacuecanga, em Angra dos Reis, houve uma grande explosão, afundando o Aquidabã. Foram salvas 98 pessoas e outras 212 pereceram no acidente. Ninguém sabe ao certo o motivo da explosão.

Os destroços do Aquidabã se encontram no mesmo local a uma profundidade entre 11 e 18 metros. Infelizmente, a visibilidade no local é muito ruim e fica pior ainda em profundidades abaixo dos 10 metros.
( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Fontes de pesquisa :
* Site da Marinha do Brasil
* Guia dos Naufrágios da Baía de Ilha Grande (José E. R. Galindo)

Este artigo foi publicado pela primeira vez pelo autor, no antigo site MERGULHO BR em 2001.

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