domingo, 27 de junho de 2010

HISTÓRIA : O NAUFRÁGIO DO ANDREA DORIA


( A foto colorida é do Andrea Doria a foto em preto e branco é do Stockholm )

O ANDREA DORIA foi construído nos estaleiros Ansaldo Sestri Ponente na Itália. Tinha cerca de 210 metros de comprimento, 27 metros de boca e 29083 toneladas brutas. Seu porto de origem era Genova.

Foi lançado ao mar em 10 de Junho de 1951, mas a decoração de seu interior demorou 18 meses para ser concluída. Sua viagem inaugural foi adiada para o dia 14 de Janeiro de 1953 porque teve problemas em seu maquinário. Era considerado o mais belo navio da época do pós-guerra.

Tinha capacidade para transportar 218 passageiros na primeira classe, 320 na segunda classe, 703 na terceira classe e 563 tripulantes.

O ANDREA DORIA estava na fase final de sua viagem de número 51, comandado por Piero Calamai, transportando 1706 pessoas, quando as 23:11 horas do dia 25 de Julho de 1956 foi abalroado a boreste pelo navio STOCKHOLM durante um nevoeiro. Um grande rombo foi aberto no casco do ANDREA DORIA, onde foram atingidos :

* Cabines de números 42 a 58 do deck superior

* Suite número 180

* Cabines de números 202 a 238 do deck A

* Cabines de números 424 a 432 do deck B

* Cabines de números 642 a 677 do deck C

* Garagem

* Tanques de combustível

A proa do STOCKHOLM chegou a penetrar cerca de 10 metros dentro do casco do ANDREA DORIA na região do deck superior. Nos decks inferiores a penetração foi menor.

Foi enviado pedido de socorro e imediatamente vários navios foram ajudar, dentre eles : ILE DE FRANCE, CAPE ANN, WILLIAM H THOMAS, JONAH E KELLEY, TAMAROA, OWASCO, YAKUTAT, CAMPBELL, EVERGREEN, HORNBEAM, LEGARE, LIONNE, ROBERT E HOPKINS. O próprio STOCKHOLM enviou a maioria de seus botes salva-vidas para ajudar.

O ANDREA DORIA afundou no dia 26 de Julho de 1956 por volta das 10:09 horas.

Neste acidente morreram 46 pessoas do ANDREA DORIA e 5 tripulantes do STOCKHOLM.

Ninguém conseguiu entender até hoje como dois navios que usavam uma avançada tecnologia de radar para a época, puderam se chocar.

Este artigo foi publicado pela primeira vez pelo autor, no antigo site MERGULHO BR em 2001.

( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

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domingo, 16 de maio de 2010

HISTÓRIA : O NAUFRÁGIO DO AQUIDABÃ EM ANGRA DOS REIS


O Aquidabã foi construído na Inglaterra em 1885. Tinha 85,4 metros de comprimento, 15,84 metros de boca, 5,48 metros de calado e um deslocamento de 5029 toneladas. Como encouraçado de esquadra da Marinha Brasileira, tinha 4 canhões de 9 polegadas, 15 metralhadoras, cinco tubos de lançamento de torpedos e 4 canhões de 5 polegadas.

Participou de vários acontecimentos, como na reação à tentativa de golpe de estado contra o Marechal Deodoro, na Revolta Armada, etc. Passou por reformas na Alemanha e Inglaterra para melhorias em seu casco e armamentos. Um tempo depois passou por outra reforma, onde foi transformado em embarcação para a realização de experiências de transmissão de telégrafo sem fio.

Por volta das 23:00 horas de 21 de Janeiro de 1906, quando estava ancorado na Baía de Jacuecanga, em Angra dos Reis, houve uma grande explosão, afundando o Aquidabã. Foram salvas 98 pessoas e outras 212 pereceram no acidente. Ninguém sabe ao certo o motivo da explosão.

Os destroços do Aquidabã se encontram no mesmo local a uma profundidade entre 11 e 18 metros. Infelizmente, a visibilidade no local é muito ruim e fica pior ainda em profundidades abaixo dos 10 metros.
( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Fontes de pesquisa :
* Site da Marinha do Brasil
* Guia dos Naufrágios da Baía de Ilha Grande (José E. R. Galindo)

Este artigo foi publicado pela primeira vez pelo autor, no antigo site MERGULHO BR em 2001.

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

SUBMARINO NAUFRAGADO EM ABROLHOS

Para nós, amantes de mergulho em naufrágio, com certeza, um dos maiores sonhos é mergulhar no naufrágio de um submarino.

Esta semana, um colega mergulhador que voltou de Abrolhos disse ter mergulhado em um local onde tem um submarino da Segunda Guerra Mundial naufragado. O naufrágio ainda é pouco conhecido e a localização dele, por motivos óbvios, não está sendo revelada abertamente.

Verdade? Mentira? Não sei... Sei que, quem me falou não tem o hábito de mentir.

Algumas histórias de naufrágios são assim, misteriosas.

Em breve estarei indo lá para conferir. Se não encontrar o naufrágio, pelo menos farei bons mergulhos.

Por enquanto, aguardamos... Fica este comentário apenas como uma especulação, até que se descubra de fato se algum naufrágio foi realmente encontrado e se é um submarino.

( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )


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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

HISTÓRIA : O NAUFRÁGIO DO AYMORÉ EM ILHABELA


(Foto da maquete cedida por Carlos Eduardo Rodrigues de Paula)

O AYMORÉ, era um vapor com cerca de 60,7 metros de comprimento.

Construído no estaleiro Armstrong Mittchel em Newcasttle, Inglaterra em 1883. Foi incorporado ao Lloyd Brasileiro em 1890, atuando como cargueiro. Tinha um deslocamento de 665 toneladas.

Em sua última viagem, partia de Montevidéu (Uruguai) para o Rio de Janeiro (Brasil), carregando malas postais e cartuchos de munição descarregados, além de poucos passageiros. Segundo consta, suas condições de navegação não eram ideais quando iniciou a viagem. Durante a viagem, teve problemas no leme e teve que fazer uma escala não programada em Santos (São Paulo) no dia 17 de Julho de 1920, permanecendo em reparos até o dia 21 do mesmo mês.

Retomou sua viagem nesta última data e ao aproximar-se do canal de São Sebastião em 22 de Julho, encontrou correntes fortes fazendo com que o mesmo fosse levado até a costeira da Ilhabela, onde foi atirado contra a Pedra do Ribeirão fazendo um rombo na proa. Como o navio não afundou de imediato, houve tempo para salvar os passageiros.

Hoje o AYMORÉ se encontra no mesmo local a uma profundidade entre 5 e 8 metros. Ainda é possível ver parte da casaria, a caldeira, parte da popa com o eixo e o hélice, além do leme.

Algumas fontes citam a data do naufrágio como sendo 24 de Julho de 1919.
( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Fontes de pesquisa :
* Revista SCUBA ano IV, número 28
* Museu Fundamar em São Sebastião/SP
* Operadora Colonial Diver em Ilhabela/SP
* Livro Sinistros Marítimos Costa de São Paulo 1900-1999 do autor José Carlos Rossini

Este artigo foi publicado pela primeira vez pelo autor, no antigo site MERGULHO BR em 2001.


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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

FELIZ ANO NOVO

Aos amigos mergulhadores, meus votos de um 2010 de muito sucesso, com muitos mergulhos e águas claras.

Abraços,

Will

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

HISTÓRIA : O NAUFRÁGIO DO VELASQUEZ EM ILHABELA


O VELASQUEZ era um navio de bandeira inglesa com deslocamento de 7887 toneladas. Foi construído em 1906 pelos estaleiros Sir Raylton and Co. Pertencia a armadora Lamport & Holt.

No início do século 20, fazia a rota Buenos Aires - New York transportando carga e passageiros.

Chocou-se contra as rochas da Ponta da Sela em Ilhabela/SP no dia 16 de Outubro de 1908, após ter zarpado do porto de Santos/SP. Sua carga era formada por café e malas postais.

Não houve vítimas. Os tripulantes e passageiros conseguiram abandonar o navio e ficaram na Praia do Veloso, onde aguardaram até o dia seguinte, a vinda do navio MILTON para resgatar os náufragos e também a correspondência que o navio transportava. As bagagens dos passageiros não foram recuperadas devido às condições do mar.

Hoje, os destroços do VELASQUEZ encontram-se no costão Sul da Ponta da Sela, a uma profundidade que varia de 9 a 20 metros. Ainda é possível encontrar partes do casco, caldeiras e outras.
( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Localização do naufrágio:
  • Latitude 23 graus 53.802' S
  • Longitude 045 graus 27.698' W
  • Erro de 11 metros
  • Map Datum Corrego Alegre
Fontes de pesquisa :
* Revista SCUBA ano IV número 28
* Site www.ilhabela.com.br
* Operadora Colonial Diver de Ilhabela/SP
* Museu da Fundação Mar em São Sebastião/SP
* Livro Sinistros Marítimos Costa de São Paulo 1900-1999 do autor José Carlos Rossini

Este artigo foi publicado pela primeira vez pelo autor, no antigo site MERGULHO BR em 2001.

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

HISTÓRIA : O NAUFRÁGIO DO PRÍNCIPE DE ASTÚRIAS EM ILHABELA

( Foto cedida por Marcello de Ferrari)

Este é considerado o pior acidente ocorrido em costas brasileiras.

O PRÍNCIPE DE ASTÚRIAS foi construído nos estaleiros da Russel & Company, em Glasgow na Escócia e lançado ao mar em 30 de Abril de 1914. Pertencia à empresa de navegação espanhola Pinillos, Izquierdo y Compañia. Tinha cerca de 150 metros de comprimento, 19 metros de boca, 13 metros de pontal e um deslocamento de 17000 toneladas.

Fazia a rota Madri - Buenos Aires, quando na madrugada do dia 6 de Março de 1916 chocou-se contra as pedras da Ponta da Pirabura em Ilhabela/SP. Cerca de tres minutos após a colisão, suas caldeiras explodiram e cinco minutos depois do primeiro impacto, o navio afundou.

Sua carga era composta de 4500 toneladas de cobre, 800 toneladas de chumbo, 1700 toneladas de estanho, estátuas de bronze para o monumento ao General San Martin que fica no bairro Palermo em Buenos Aires, além de seus objetos caríssimos de prata e porcelana, usados para atender os passageiros.

O vapor francês VEGA e o navio PRÍNCIPE DE SATRUSTEGUI tentaram prestar auxílio. O comandante deste último relatou : "Às 21:02 horas, estava a 17 milhas do porto de Santos, quando recebi um radiograma de Mont Serrat, em que o agente de meu vapor em Santos me noticiava o naufrágio do Príncipe de Astúrias, ocorrido as 5 horas da manhã do corrente, nas proximidades da Ponta do Boi. Imediatamente governei a E em demanda daquele ponto, cujo meridiano voltei a cruzar a uma milha de 6, naveguei pela costa, desde a Ponta da Pedra Dura até a Enseada do Pirassubu, o segundo desde esta ponta até o local denominado Chave. Vendo mais tarde dois cadáveres, mandei arriar o bote número 1, no qual o recolhi, trazendo a bordo. Em seguida fiz vasculhar toda a região onde havia acontecido a submersão, alargando a área de reconhecimento da Baía do Sombrio até as costas da Ilha Vitória. Sem nada encontrar, retornei para o Sul em demanda dos botes, embarcando os dois cadáveres de mulheres que tinham à bordo do bote número 1..."

Foram encontrados cerca de 477 corpos que se espalharam pela Baía de Castelhanos em Ilhabela. A Praia da Caveira, como é conhecida em Ilhabela, recebeu este nome por causa deste fato.

Hoje, o que restou do PRÍNCIPE DE ASTÚRIAS está a uma profundidade que varia dos 15 aos 40 metros na Ponta da Pirabura.

Algumas fontes ainda citam :

* A data do naufrágio como sendo no dia 5 de Março de 1916 às 04:30 horas.
* Além da carga mencionada, o navio levava também 40000 libras esterlinas em moedas e jóias e uma carga de ouro diplomático não estimado.
* O navio trazia em seus porões, cerca de 1500 imigrantes ilegais que fugiam da Primeira Guerra Mundial na Europa. Caso isto seja verdadeiro o número de mortos chegaria a 2000 pessoas.
* Um único barco salva-vidas foi lançado ao mar e nele estava a maioria dos sobreviventes. Outros se agarraram a pedaços do navio que flutuava e foram resgatados pelo navio Vega (cerca de 100).
* O comandante Lotina e seu primeiro imediato, se suicidaram com um tiro ao verem o ocorrido.
* A Capitania dos Portos após recolher alguns corpos, improvisou um cemitério num local conhecido como Serraria, local este que hoje está coberto pela areia.
* O PRÍNCIPE DE ASTÚRIAS contava com um casco duplo, porões de alagamento para que o lastro da embarcação fosse aumentado quando o mesmo tivesse com pouca carga, visando manter a estabilidade do navio além de bombas de grande capacidade para encher os porões de lastro em curto espaço de tempo. Tinha capacidade de transportar 150 passageiros na primeira classe, 120 na segunda classe, 120 na segunda classe econômica e 1500 na terceira classe. Em suas acomodações, tinha sauna, salão de jogos e danças, amplo restaurante e convés de observação.
* Algumas das pessoas que participaram da expedição que recuperou parte da carga do PRÍNCIPE DE ASTÚRIAS : Oberdan Fieldini, Ivo de Andrade, José Carlos Ramalho, Werner Krauss, Adolfo Melchart de Barro, Oene Pires Brito.

( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Fontes de pesquisa :

* Revista SCUBA ano V número 38
* Revista SCUBA ano IV número 28
* Museu da Fundação Mar em São Sebastião/SP
* Sr Marcello de Ferrari
* Catálogo de naufrágios e afundamentos do autor José Goes de Araujo
* Livro Sinistros Marítimos Costa de São Paulo 1900-1999 do autor José Carlos Rossini

Este artigo foi publicado pela primeira vez pelo autor, no antigo site MERGULHO BR em 2001.

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