domingo, 26 de abril de 2015

DOCUMENTÁRIOS SOBRE O NAUFRÁGIO DO BRITANNIC

Há algum tempo atrás, publiquei aqui a história do naufrágio do navio Britannic, que pode ser vista no link http://planetamergulho.blogspot.com/2010/07/historia-o-naufragio-do-britannic.html

Existem no YouTube vários documentários que falam sobre o Britannic.

Eu recomendo os dois indicados abaixo, com informações bem interessantes, que podem ser encontrados com os seguintes títulos:
  • Jacques Cousteau's Search for Titanic's Sister Ship, Britannic 
  • Britannic : Documentary on the Tragedy of the Britannic, Titanic's Sister Ship

( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )


Para você que gosta de histórias de naufrágios, deixo a sugestão deste livro:

domingo, 29 de março de 2015

DOCUMENTÁRIO SOBRE O NAUFRÁGIO DO TITANIC

Em 2012, por ocasião do centésimo aniversário de afundamento do navio Titanic, foi lançado um documentário, onde exploradores pesquisam áreas inexploradas do local do naufrágio.

A maioria das explorações anteriores haviam se concentrado mais nas áreas onde estão localizados os destroços da proa e da popa do navio.

O restante dos destroços, inclusive uma pequena parte central do Titanic, até então, nunca tinham sido localizadas.

O documentário tem o nome de TITANIC MISTERY SOLVED, e pode ser encontrado na Internet.

Eu o encontrei no YouTube, e não sei quanto tempo ainda estará disponível por lá para ser assistido.

( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Para você que gosta de histórias de naufrágios, deixo a sugestão deste livro:

sábado, 28 de fevereiro de 2015

PONTO DE MERGULHO : PRAIA DO PERES EM UBATUBA


As vezes as famílias estão procurando um lugar tranquilo para passar o dia, e ainda levar crianças para praticar ou até aprender o "snorkeling dive".

A Praia do Peres em Ubatuba (SP) é bem apropriada para isso.

Seu entorno é cercado por pedras, onde é possível ver vários animais marinhos, e a profundidade ali é de 1 a 1 metro e meio, ideal para as crianças brincarem. Indo mais para o fundo e para o meio da baía, a profundidade varia entre 6 e 8 metros.



É comum a água estar bem clara, garantindo uma boa visibilidade.


Para chegar até a Praia do Peres você vai de barco, ou então através da Trilha das Sete Praias, partindo do canto esquerdo da Praia da Lagoinha.

( Texto e fotos : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Se quiser boas dicas sobre como praticar mergulho em apneia, recomendo o livro:

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

CURIOSIDADES SOBRE O NAUFRÁGIO DO TITANIC

Há poucos dias descobri um fato curioso ligado ao afundamento do TITANIC.

Em 1898, o escritor norte-americano de ficção científica chamado Morgan Robertson, publicou um livro chamado Futility.

Em seu livro, ele conta a história de um navio transatlântico que fora projetado para jamais afundar, que em sua primeira viagem bateu em um iceberg, afundou, ocasionando a morte de muitas pessoas.

No livro, o nome deste navio era TITAN e dentre várias características que eram similares às do TITANIC da vida real, posso citar como exemplo o número de botes salva-vidas e o deslocamento do navio.

Vale lembrar que em 1898, ou seja, na data da publicação deste livro, o TITANIC, que afundou em 1912, nem existia como projeto.

Encontrei nas livrarias pela Internet, uma edição deste livro em português lançada em 2014. O título do livro é FUTILIDADE OU O NAUFRÁGIO DO TITAN.

Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho

Fontes de pesquisa:
  • Livro O Mistério da Intuição, autor Brian Inglis
  • Livraria Cultura
  • Livraria Saraiva

Para você que gosta de histórias de naufrágios, deixo a sugestão deste livro:

domingo, 14 de dezembro de 2014

BOAS FESTAS

Aos amigos mergulhadores e leitores do meu blog, desejo um Feliz Natal e um ano de 2015 com muita saúde, dinheiro, felicidade, e é claro, bons mergulhos.

Wilson Luiz Negrini de Carvalho

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

HISTÓRIA : O NAUFRÁGIO DO SS PORTLAND


O vapor SS Portland tinha cerca de 85 metros de comprimento, deslocamento de 2253 toneladas e foi construído em Bath, estado do Maine (EUA) no ano de 1889 para a Portland Steamship Company. Ele iria fazer a rota Portland - Boston.

Ele era um vapor de rodas, ou seja, não tinha hélices e sim rodas propulsoras, o que o deixava mais vulnerável a tempestades. Mesmo assim, conseguia alcançar a velocidade de 90 Km/hora. Seu capitão era o experiente Hollis H. Blanchard.

No dia 26/11/1898, após feriado de Ação de Graças, várias pessoas compraram passagem para o vapor Portland pois iriam retornar para suas casas, depois de visitarem seus parentes.

Antes de partir, o capitão Hollis Blanchard consultou o serviço de meteorologia que era bem precário na época e ficou sabendo que uma tempestade estava a caminho. O que ele não sabia era, que na realidade eram 3 áreas de instabilidade e não somente uma como pensava. Esta tempestade ficou conhecida como a Tempestade de Portland e na ocasião, afundou ou destruiu mais de 155 navios e matou mais de 400 pessoas.

Até hoje não se sabe o motivo real pelo qual o capitão Hollis Blanchard optou por navegar. Existem algumas hipóteses:
  • A empresa proprietária do navio o pressionara pois tratava-se de final de feriado e as pessoas queriam retonar para suas cidades de origem.
  • O capitão Blanchard queria ir à festa de debutante de sua filha.
  • O capitão Blanchard queira "ofuscar" o capitão do vapor de rodas Bay State (deslocamento 2251 toneladas) que era da mesma companhia.

As 19:00 horas de 26/11/1898, o vapor SS Portland partiu do cais de Boston, com destino a cidade de Portland. Neste momento não ventava e assim continuou por algum tempo. Por volta das 21:30 horas o SS Portland foi avistado passando pelas proximidades da Ilha Tatcher. Por volta das 23:00 horas, foi colhido pela tempestade que tinha ventos de mais de 120 Km/hora.

Por volta das 05:45 de 27/11/1898, um membro do serviço de salva-vidas de Cape Cod escutou 4 apitos de um navio, que hoje, supõe-se que eram do vapor Portland. Às 19:30 horas, membros do serviço de salva-vidas em ronda, encontraram em uma das praias de Cape Cod um colete salva-vidas com o nome do vapor Portland. Minutos depois, vários objetos começaram a ser trazidos para a praia pelo mar. Por volta das 21:30 horas, portas, remos e pedaços de madeira do vapor Portland foram encontrados. Às 23:00, havia uma grande quantidade de destroços do Portland que deixava evidente que ele havia naufragado.

Corpos começaram a aparecer na praia, com coletes salva-vidas do Portland. Nos dias seguintes, resgataram cerca de 38 corpos nas praias da região. Não se sabe ao certo o número de passageiros do vapor SS Portland, pois a única lista de passageiros encontrava-se no navio. Acredita-se que pelos menos 176 pessoas morreram no naufrágio.

Os parentes das vítimas demoraram para conseguir informações pois a estação de telégrafo de Cape Cod não pôde mandar mensagem para a cidade de Portland porque os postes das linhas telegráficas tinham caído com a tempestade. O único jeito foi mandar mensagens para Paris (França) e depois de lá enviá-las de volta para os Estados Unidos. Enquanto isto, a companhia de navegação acreditava que o vapor estivesse provavelmente em algum porto da região.

Somente dia 30/11/1898 (quarta-feira), a notícia do naufrágio chegou aos jornais.

Assim que a intensidade da tempestade diminuiu, o jornal Boston Globe patrocinou uma busca pelo vapor Portland. Esta busca constituía de uma varredura do fundo do mar com uma rede, puxada por dois navios. Nada foi encontrado. O desaparecimento do SS Portland, de seus passageiros e tripulação tornou-se um mistério.

Muitos anos se passaram e em 1945, Edward Rowe Snow pensou ter encontrado o vapor Portland. Ele concentrou suas buscas, usando mergulhadores, próximo a um farol de Cape Cod. Foi encontrado um naufrágio por lá e um dos mergulhadores retornou com uma xícara que acreditava-se ser do SS Portland.

No final dos anos 70, usando equipamentos de última geração para a época, os pesquisadores Arnold Carr e John Fish verificaram que o navio encontrado por Edward Rowe Snow nos anos 40 não era o Portland.

Continuaram a pesquisar e não encontraram o Portland, até que verificando os arquivos da época do naufrágio, identificaram que junto com os corpos de algumas das vítimas foram encontrados relógios que marcavam entre 09:15 e 09:30 horas.

Na ocasião do desastre, pensaram que o vapor Portland tinha naufragado por volta das 21:30 horas. Arnold Carr e John Fish imaginaram que poderia ser 09:30 da manhã e não da noite.

Se realmente fosse 09:30 da manhã, o local do naufrágio do SS Portland seria bem diferente daquele que eles estavam pesqusiando. Seguiram sua teoria e foram procurar o naufrágio numa reserva marinha chamada Stellwagen Bank National Marine Sanctuary e lá, cerca de 30 kilômetros ao norte de Cape Cod, no verão de 1989, encontraram a 120 metros de profundidade um navio que se encaixava nas características do SS Portland. Contudo, a tecnologia da época não permitiu saber com certeza se era o SS Portland.

Em 27/07/2002, a entidade NOAA em conjunto com a Universidade de Connecticut, com base nas informações dadas por Carr e Fish, usando sonar de alta tecnologia associado a um GPS, e um robô submarino, puderam comprovar com certeza que Carr e Fish estavam certos. Confirmaram que o naufrágio era mesmo do SS Portland, e ele se encontra a cerca de 30 kilômetros de distância de Cape Cod (N 41,18° / W 072,02°)

O naufrágio do Portland é considerado o maior desastre marítimo da Nova Inglaterra e por lá, ele é chamado de o Titanic da Nova Inglaterra.

As informações deste artigo foram obtidas no programa Detetives das Profundezas, exibido pelo History Channel no dia 13/02/2005.

( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

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domingo, 28 de setembro de 2014

HISTÓRIA : O NAUFRÁGIO DO EIRE

O EIRE era um navio de bandeira norte-americana que media cerca de 90 metros de comprimento, tinha cerca de 13 metros de boca e um deslocamento de 2000 toneladas.
Em sua última viagem, havia saído do Rio de Janeiro levando passageiros e uma carga de cerca de 24900 sacas de café, rumo aos Estados Unidos.
Em 02/12/1872, por volta das 02:00 horas da manhã, um incêndio foi visto de Tambaú, distante aproximadamente 10 milhas a sudeste.
Vários pescadores se dirigiram ao local em suas jangadas. Ao chegarem lá, encontraram um navio em chamas.
Encontraram também 8 escaleres salva-vidas onde estavam embarcados 8 tripulantes e 73 passageiros.
Atualmente, os destroços do EIRE ou "Queimado" como é chamado, está a 5 milhas da Ponta do Bessa, em João Pessoa/PB, a cerca de 16 metros de profundidade.
Ainda podem ser encontrados o eixo com o hélice, as caldeiras (que são quadradas) e algumas outras partes do navio.
Alguns pesquisadores dizem que o nome do navio é ERIE e não EIRE, e que a data correta de afundamento é 02/01/1873.

( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Fontes de pesquisa :
  • Catálogo de naufrágios e afundamentos do autor José Goes de Araujo
  • Site de naufrágios na Paraíba
Este artigo foi publicado pela primeira vez pelo autor, no antigo site MERGULHO BR em 2001.

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