sábado, 17 de julho de 2010

HISTÓRIA : O NAUFRÁGIO DO BRITANNIC



O BRITANNIC era um transatlântico de luxo. Era o navio irmão do TITANIC. Foi construído nos estaleiros da Harland & Wolff na Irlanda e lançado ao mar em 26 de Fevereiro de 1914. Pesava mais de 48158 toneladas e tinha cerca de 274 metros de comprimento e 28 metros de boca. Sua velocidade de cruzeiro era de 21 nós. Tinha capacidade para levar 790 passageiros na primeira classe, 836 na segunda classe e 953 na terceira classe. A White Star Lines havia informado na primavera de 1915 que ele iria fazer a rota de Southampton - New York.

Não teve tempo de ser equipado com os itens de luxo que teve seu irmão TITANIC, pois foi requisitado pela British Admiralty para atuar na Primeira Guerra Mundial que já havia começado. Foi transformado em um navio hospital. Seu nome passou a ser HMHS BRITANNIC, tendo sido oficialmente comissionado a 12 de Dezembro de 1915. Partiu em sua primeira viagem de Liverpool a 23 de Dezembro de 1915, com destino a Mudros, na ilha de Lemnos.

Depois de sua terceira viagem, foi dispensado do serviço de guerra para que voltasse a ser um navio de passageiros comum, mas a 28 de Agosto de 1916, durante o processo de reformas que estavam sendo realizadas em seu interior, foi chamado novamente para o serviço de guerra.

Em sua última viagem, partiu de Southampton a 12 de Novembro de 1916 às 12:00 horas. No dia 21 de Novembro de 1916, por volta das 08:00 horas, quando passava pelo canal da ilha de Kea (Grécia) ocorreu uma grande explosão no navio. O HMHS BRITANNIC afundou completamente em menos de 55 minutos. O navio transportava cerca de 1125 pessoas. Somente 30 morreram. O capitão do navio era Charles Barlett. O navio inglês HMS FORESIGHT e o navio francês GOLIATH ajudaram no resgate dos sobreviventes.

Em meados dos anos 70, o naufrágio foi descoberto por Jacques Cousteau. O navio está a uma profundidade de 120 metros e o rombo a bombordo sugere que houve uma explosão de dentro para fora do navio.

Algumas fontes ainda citam que :

* Vários sobreviventes alegam ter visto rastro de torpedos antes da explosão.

* O BRITANNIC bateu em uma mina, deixada pelo submarino U-73. A teoria da mina foi confirmada pelo diário de bordo do comandante Seiss do U-73.

* Um jornal alemão da época justificou que o Britannic foi afundado porque transportava tropas militares.

* O BRTANNIC bateu em um rochedo.

* Ocorreram duas explosões e nao somente uma.

* O número de pessoas a bordo no dia do naufrágio era de 1136 pessoas.

* O BRITANNIC transportava secretamente munição, motivo pelo qual houve a explosão de dentro para fora.

* O naufragio encontra-se hoje a uma profundidade que varia de 100 a 126 metros.

Algumas informações aqui descritas, foram obtidas do documentário feito por Jacques Cousteau chamado "A PROCURA DO BRITANNIC".

Este artigo foi publicado pela primeira vez pelo autor, no antigo site MERGULHO BR em 2001.


( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

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domingo, 27 de junho de 2010

HISTÓRIA : O NAUFRÁGIO DO ANDREA DORIA


( A foto colorida é do Andrea Doria a foto em preto e branco é do Stockholm )

O ANDREA DORIA foi construído nos estaleiros Ansaldo Sestri Ponente na Itália. Tinha cerca de 210 metros de comprimento, 27 metros de boca e 29083 toneladas brutas. Seu porto de origem era Genova.

Foi lançado ao mar em 10 de Junho de 1951, mas a decoração de seu interior demorou 18 meses para ser concluída. Sua viagem inaugural foi adiada para o dia 14 de Janeiro de 1953 porque teve problemas em seu maquinário. Era considerado o mais belo navio da época do pós-guerra.

Tinha capacidade para transportar 218 passageiros na primeira classe, 320 na segunda classe, 703 na terceira classe e 563 tripulantes.

O ANDREA DORIA estava na fase final de sua viagem de número 51, comandado por Piero Calamai, transportando 1706 pessoas, quando as 23:11 horas do dia 25 de Julho de 1956 foi abalroado a boreste pelo navio STOCKHOLM durante um nevoeiro. Um grande rombo foi aberto no casco do ANDREA DORIA, onde foram atingidos :

* Cabines de números 42 a 58 do deck superior

* Suite número 180

* Cabines de números 202 a 238 do deck A

* Cabines de números 424 a 432 do deck B

* Cabines de números 642 a 677 do deck C

* Garagem

* Tanques de combustível

A proa do STOCKHOLM chegou a penetrar cerca de 10 metros dentro do casco do ANDREA DORIA na região do deck superior. Nos decks inferiores a penetração foi menor.

Foi enviado pedido de socorro e imediatamente vários navios foram ajudar, dentre eles : ILE DE FRANCE, CAPE ANN, WILLIAM H THOMAS, JONAH E KELLEY, TAMAROA, OWASCO, YAKUTAT, CAMPBELL, EVERGREEN, HORNBEAM, LEGARE, LIONNE, ROBERT E HOPKINS. O próprio STOCKHOLM enviou a maioria de seus botes salva-vidas para ajudar.

O ANDREA DORIA afundou no dia 26 de Julho de 1956 por volta das 10:09 horas.

Neste acidente morreram 46 pessoas do ANDREA DORIA e 5 tripulantes do STOCKHOLM.

Ninguém conseguiu entender até hoje como dois navios que usavam uma avançada tecnologia de radar para a época, puderam se chocar.

Este artigo foi publicado pela primeira vez pelo autor, no antigo site MERGULHO BR em 2001.

( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

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domingo, 16 de maio de 2010

HISTÓRIA : O NAUFRÁGIO DO AQUIDABÃ EM ANGRA DOS REIS


O Aquidabã foi construído na Inglaterra em 1885. Tinha 85,4 metros de comprimento, 15,84 metros de boca, 5,48 metros de calado e um deslocamento de 5029 toneladas. Como encouraçado de esquadra da Marinha Brasileira, tinha 4 canhões de 9 polegadas, 15 metralhadoras, cinco tubos de lançamento de torpedos e 4 canhões de 5 polegadas.

Participou de vários acontecimentos, como na reação à tentativa de golpe de estado contra o Marechal Deodoro, na Revolta Armada, etc. Passou por reformas na Alemanha e Inglaterra para melhorias em seu casco e armamentos. Um tempo depois passou por outra reforma, onde foi transformado em embarcação para a realização de experiências de transmissão de telégrafo sem fio.

Por volta das 23:00 horas de 21 de Janeiro de 1906, quando estava ancorado na Baía de Jacuecanga, em Angra dos Reis, houve uma grande explosão, afundando o Aquidabã. Foram salvas 98 pessoas e outras 212 pereceram no acidente. Ninguém sabe ao certo o motivo da explosão.

Os destroços do Aquidabã se encontram no mesmo local a uma profundidade entre 11 e 18 metros. Infelizmente, a visibilidade no local é muito ruim e fica pior ainda em profundidades abaixo dos 10 metros.
( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Fontes de pesquisa :
* Site da Marinha do Brasil
* Guia dos Naufrágios da Baía de Ilha Grande (José E. R. Galindo)

Este artigo foi publicado pela primeira vez pelo autor, no antigo site MERGULHO BR em 2001.

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

SUBMARINO NAUFRAGADO EM ABROLHOS

Para nós, amantes de mergulho em naufrágio, com certeza, um dos maiores sonhos é mergulhar no naufrágio de um submarino.

Esta semana, um colega mergulhador que voltou de Abrolhos disse ter mergulhado em um local onde tem um submarino da Segunda Guerra Mundial naufragado. O naufrágio ainda é pouco conhecido e a localização dele, por motivos óbvios, não está sendo revelada abertamente.

Verdade? Mentira? Não sei... Sei que, quem me falou não tem o hábito de mentir.

Algumas histórias de naufrágios são assim, misteriosas.

Em breve estarei indo lá para conferir. Se não encontrar o naufrágio, pelo menos farei bons mergulhos.

Por enquanto, aguardamos... Fica este comentário apenas como uma especulação, até que se descubra de fato se algum naufrágio foi realmente encontrado e se é um submarino.

( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )


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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

HISTÓRIA : O NAUFRÁGIO DO AYMORÉ EM ILHABELA


(Foto da maquete cedida por Carlos Eduardo Rodrigues de Paula)

O AYMORÉ, era um vapor com cerca de 60,7 metros de comprimento.

Construído no estaleiro Armstrong Mittchel em Newcasttle, Inglaterra em 1883. Foi incorporado ao Lloyd Brasileiro em 1890, atuando como cargueiro. Tinha um deslocamento de 665 toneladas.

Em sua última viagem, partia de Montevidéu (Uruguai) para o Rio de Janeiro (Brasil), carregando malas postais e cartuchos de munição descarregados, além de poucos passageiros. Segundo consta, suas condições de navegação não eram ideais quando iniciou a viagem. Durante a viagem, teve problemas no leme e teve que fazer uma escala não programada em Santos (São Paulo) no dia 17 de Julho de 1920, permanecendo em reparos até o dia 21 do mesmo mês.

Retomou sua viagem nesta última data e ao aproximar-se do canal de São Sebastião em 22 de Julho, encontrou correntes fortes fazendo com que o mesmo fosse levado até a costeira da Ilhabela, onde foi atirado contra a Pedra do Ribeirão fazendo um rombo na proa. Como o navio não afundou de imediato, houve tempo para salvar os passageiros.

Hoje o AYMORÉ se encontra no mesmo local a uma profundidade entre 5 e 8 metros. Ainda é possível ver parte da casaria, a caldeira, parte da popa com o eixo e o hélice, além do leme.

Algumas fontes citam a data do naufrágio como sendo 24 de Julho de 1919.
( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Fontes de pesquisa :
* Revista SCUBA ano IV, número 28
* Museu Fundamar em São Sebastião/SP
* Operadora Colonial Diver em Ilhabela/SP
* Livro Sinistros Marítimos Costa de São Paulo 1900-1999 do autor José Carlos Rossini

Este artigo foi publicado pela primeira vez pelo autor, no antigo site MERGULHO BR em 2001.


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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

FELIZ ANO NOVO

Aos amigos mergulhadores, meus votos de um 2010 de muito sucesso, com muitos mergulhos e águas claras.

Abraços,

Will

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

HISTÓRIA : O NAUFRÁGIO DO VELASQUEZ EM ILHABELA


O VELASQUEZ era um navio de bandeira inglesa com deslocamento de 7887 toneladas. Foi construído em 1906 pelos estaleiros Sir Raylton and Co. Pertencia a armadora Lamport & Holt.

No início do século 20, fazia a rota Buenos Aires - New York transportando carga e passageiros.

Chocou-se contra as rochas da Ponta da Sela em Ilhabela/SP no dia 16 de Outubro de 1908, após ter zarpado do porto de Santos/SP. Sua carga era formada por café e malas postais.

Não houve vítimas. Os tripulantes e passageiros conseguiram abandonar o navio e ficaram na Praia do Veloso, onde aguardaram até o dia seguinte, a vinda do navio MILTON para resgatar os náufragos e também a correspondência que o navio transportava. As bagagens dos passageiros não foram recuperadas devido às condições do mar.

Hoje, os destroços do VELASQUEZ encontram-se no costão Sul da Ponta da Sela, a uma profundidade que varia de 9 a 20 metros. Ainda é possível encontrar partes do casco, caldeiras e outras.
( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Localização do naufrágio:
  • Latitude 23 graus 53.802' S
  • Longitude 045 graus 27.698' W
  • Erro de 11 metros
  • Map Datum Corrego Alegre
Fontes de pesquisa :
* Revista SCUBA ano IV número 28
* Site www.ilhabela.com.br
* Operadora Colonial Diver de Ilhabela/SP
* Museu da Fundação Mar em São Sebastião/SP
* Livro Sinistros Marítimos Costa de São Paulo 1900-1999 do autor José Carlos Rossini

Este artigo foi publicado pela primeira vez pelo autor, no antigo site MERGULHO BR em 2001.

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