quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

CURIOSIDADES SOBRE O NAUFRÁGIO DO TITANIC

Há poucos dias descobri um fato curioso ligado ao afundamento do TITANIC.

Em 1898, o escritor norte-americano de ficção científica chamado Morgan Robertson, publicou um livro chamado Futility.

Em seu livro, ele conta a história de um navio transatlântico que fora projetado para jamais afundar, que em sua primeira viagem bateu em um iceberg, afundou, ocasionando a morte de muitas pessoas.

No livro, o nome deste navio era TITAN e dentre várias características que eram similares às do TITANIC da vida real, posso citar como exemplo o número de botes salva-vidas e o deslocamento do navio.

Vale lembrar que em 1898, ou seja, na data da publicação deste livro, o TITANIC, que afundou em 1912, nem existia como projeto.

Encontrei nas livrarias pela Internet, uma edição deste livro em português lançada em 2014. O título do livro é FUTILIDADE OU O NAUFRÁGIO DO TITAN.

Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho

Fontes de pesquisa:
  • Livro O Mistério da Intuição, autor Brian Inglis
  • Livraria Cultura
  • Livraria Saraiva

Para você que gosta de histórias de naufrágios, deixo a sugestão deste livro:

domingo, 14 de dezembro de 2014

BOAS FESTAS

Aos amigos mergulhadores e leitores do meu blog, desejo um Feliz Natal e um ano de 2015 com muita saúde, dinheiro, felicidade, e é claro, bons mergulhos.

Wilson Luiz Negrini de Carvalho

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

HISTÓRIA : O NAUFRÁGIO DO SS PORTLAND


O vapor SS Portland tinha cerca de 85 metros de comprimento, deslocamento de 2253 toneladas e foi construído em Bath, estado do Maine (EUA) no ano de 1889 para a Portland Steamship Company. Ele iria fazer a rota Portland - Boston.

Ele era um vapor de rodas, ou seja, não tinha hélices e sim rodas propulsoras, o que o deixava mais vulnerável a tempestades. Mesmo assim, conseguia alcançar a velocidade de 90 Km/hora. Seu capitão era o experiente Hollis H. Blanchard.

No dia 26/11/1898, após feriado de Ação de Graças, várias pessoas compraram passagem para o vapor Portland pois iriam retornar para suas casas, depois de visitarem seus parentes.

Antes de partir, o capitão Hollis Blanchard consultou o serviço de meteorologia que era bem precário na época e ficou sabendo que uma tempestade estava a caminho. O que ele não sabia era, que na realidade eram 3 áreas de instabilidade e não somente uma como pensava. Esta tempestade ficou conhecida como a Tempestade de Portland e na ocasião, afundou ou destruiu mais de 155 navios e matou mais de 400 pessoas.

Até hoje não se sabe o motivo real pelo qual o capitão Hollis Blanchard optou por navegar. Existem algumas hipóteses:
  • A empresa proprietária do navio o pressionara pois tratava-se de final de feriado e as pessoas queriam retonar para suas cidades de origem.
  • O capitão Blanchard queria ir à festa de debutante de sua filha.
  • O capitão Blanchard queira "ofuscar" o capitão do vapor de rodas Bay State (deslocamento 2251 toneladas) que era da mesma companhia.

As 19:00 horas de 26/11/1898, o vapor SS Portland partiu do cais de Boston, com destino a cidade de Portland. Neste momento não ventava e assim continuou por algum tempo. Por volta das 21:30 horas o SS Portland foi avistado passando pelas proximidades da Ilha Tatcher. Por volta das 23:00 horas, foi colhido pela tempestade que tinha ventos de mais de 120 Km/hora.

Por volta das 05:45 de 27/11/1898, um membro do serviço de salva-vidas de Cape Cod escutou 4 apitos de um navio, que hoje, supõe-se que eram do vapor Portland. Às 19:30 horas, membros do serviço de salva-vidas em ronda, encontraram em uma das praias de Cape Cod um colete salva-vidas com o nome do vapor Portland. Minutos depois, vários objetos começaram a ser trazidos para a praia pelo mar. Por volta das 21:30 horas, portas, remos e pedaços de madeira do vapor Portland foram encontrados. Às 23:00, havia uma grande quantidade de destroços do Portland que deixava evidente que ele havia naufragado.

Corpos começaram a aparecer na praia, com coletes salva-vidas do Portland. Nos dias seguintes, resgataram cerca de 38 corpos nas praias da região. Não se sabe ao certo o número de passageiros do vapor SS Portland, pois a única lista de passageiros encontrava-se no navio. Acredita-se que pelos menos 176 pessoas morreram no naufrágio.

Os parentes das vítimas demoraram para conseguir informações pois a estação de telégrafo de Cape Cod não pôde mandar mensagem para a cidade de Portland porque os postes das linhas telegráficas tinham caído com a tempestade. O único jeito foi mandar mensagens para Paris (França) e depois de lá enviá-las de volta para os Estados Unidos. Enquanto isto, a companhia de navegação acreditava que o vapor estivesse provavelmente em algum porto da região.

Somente dia 30/11/1898 (quarta-feira), a notícia do naufrágio chegou aos jornais.

Assim que a intensidade da tempestade diminuiu, o jornal Boston Globe patrocinou uma busca pelo vapor Portland. Esta busca constituía de uma varredura do fundo do mar com uma rede, puxada por dois navios. Nada foi encontrado. O desaparecimento do SS Portland, de seus passageiros e tripulação tornou-se um mistério.

Muitos anos se passaram e em 1945, Edward Rowe Snow pensou ter encontrado o vapor Portland. Ele concentrou suas buscas, usando mergulhadores, próximo a um farol de Cape Cod. Foi encontrado um naufrágio por lá e um dos mergulhadores retornou com uma xícara que acreditava-se ser do SS Portland.

No final dos anos 70, usando equipamentos de última geração para a época, os pesquisadores Arnold Carr e John Fish verificaram que o navio encontrado por Edward Rowe Snow nos anos 40 não era o Portland.

Continuaram a pesquisar e não encontraram o Portland, até que verificando os arquivos da época do naufrágio, identificaram que junto com os corpos de algumas das vítimas foram encontrados relógios que marcavam entre 09:15 e 09:30 horas.

Na ocasião do desastre, pensaram que o vapor Portland tinha naufragado por volta das 21:30 horas. Arnold Carr e John Fish imaginaram que poderia ser 09:30 da manhã e não da noite.

Se realmente fosse 09:30 da manhã, o local do naufrágio do SS Portland seria bem diferente daquele que eles estavam pesqusiando. Seguiram sua teoria e foram procurar o naufrágio numa reserva marinha chamada Stellwagen Bank National Marine Sanctuary e lá, cerca de 30 kilômetros ao norte de Cape Cod, no verão de 1989, encontraram a 120 metros de profundidade um navio que se encaixava nas características do SS Portland. Contudo, a tecnologia da época não permitiu saber com certeza se era o SS Portland.

Em 27/07/2002, a entidade NOAA em conjunto com a Universidade de Connecticut, com base nas informações dadas por Carr e Fish, usando sonar de alta tecnologia associado a um GPS, e um robô submarino, puderam comprovar com certeza que Carr e Fish estavam certos. Confirmaram que o naufrágio era mesmo do SS Portland, e ele se encontra a cerca de 30 kilômetros de distância de Cape Cod (N 41,18° / W 072,02°)

O naufrágio do Portland é considerado o maior desastre marítimo da Nova Inglaterra e por lá, ele é chamado de o Titanic da Nova Inglaterra.

As informações deste artigo foram obtidas no programa Detetives das Profundezas, exibido pelo History Channel no dia 13/02/2005.

( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Para você que gosta de histórias de naufrágios, deixo a sugestão deste livro:

domingo, 28 de setembro de 2014

HISTÓRIA : O NAUFRÁGIO DO EIRE

O EIRE era um navio de bandeira norte-americana que media cerca de 90 metros de comprimento, tinha cerca de 13 metros de boca e um deslocamento de 2000 toneladas.
Em sua última viagem, havia saído do Rio de Janeiro levando passageiros e uma carga de cerca de 24900 sacas de café, rumo aos Estados Unidos.
Em 02/12/1872, por volta das 02:00 horas da manhã, um incêndio foi visto de Tambaú, distante aproximadamente 10 milhas a sudeste.
Vários pescadores se dirigiram ao local em suas jangadas. Ao chegarem lá, encontraram um navio em chamas.
Encontraram também 8 escaleres salva-vidas onde estavam embarcados 8 tripulantes e 73 passageiros.
Atualmente, os destroços do EIRE ou "Queimado" como é chamado, está a 5 milhas da Ponta do Bessa, em João Pessoa/PB, a cerca de 16 metros de profundidade.
Ainda podem ser encontrados o eixo com o hélice, as caldeiras (que são quadradas) e algumas outras partes do navio.
Alguns pesquisadores dizem que o nome do navio é ERIE e não EIRE, e que a data correta de afundamento é 02/01/1873.

( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Fontes de pesquisa :
  • Catálogo de naufrágios e afundamentos do autor José Goes de Araujo
  • Site de naufrágios na Paraíba
Este artigo foi publicado pela primeira vez pelo autor, no antigo site MERGULHO BR em 2001.

Para você que gosta de histórias de naufrágios, deixo a sugestão deste livro:

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

HISTÓRIA : O NAUFRÁGIO DO THEREZINA EM ILHABELA

O navio SIEGMUND da armadora alemã Union D.R., iniciou suas operações em 1905. Foi apreendido pelas autoridades brasileiras em 1917, conforme determinado por um Decreto do Congresso Nacional, que ordenava a apreensão de todos os navios alemães que se encontravam refugiados em território brasileiro, bem como autorizava a utilização dos mesmos pelo Governo Federal. Este Decreto foi uma retaliação do Governo Brasileiro pelo afundamento de navios de bandeira brasileira por submarinos alemães.

Pouco tempo depois o SIEGMUND teve seu nome alterado para THEREZINA e foi confiado ao Lloyd Brasileiro, que passou a utilizá-lo normalmente.

O THEREZINA cehgou ao porto de Santos/SP em 20 de Janeiro de 1919 para ser carregado com diversos produtos, dentre eles cerca de 47000 sacas de farinha de milho destinadas à França. Tinha a tripulação de 50 homens e seu comandante era Fortunato Ayrosa.

Depois de carregado, deixou o porto após as 20:30 horas. Na madrugada do dia seguinte, o radio-telegrafista do THEREZINA transmitiu uma mensagem informado que o mesmo esta encalhado próximo a Ponta da Sela em Ilhabela (SP). De Santos, o navio SÃO PAULO foi enviado para prestar socorro, mas retornou após receber da estação telegráfica de São Sebastião, uma comunicação relatando que toda a tripulação estava salva e que o navio fora considerado irrecuperável.

Neste meio tempo, o Diretor do Lloyd Brasileiro do escritório que ficava em Santos, solicitou a ajuda da Esquadra da Marinha dos Estado Unidos, que estava navegando em direção a Santos. O cruzador CLEVELAND foi destacado para o socorro, e no final da tarde, este último enviou uma mensagem a seu comando informando que :

Havia encontrado o THEREZINA partido em dois, o O mar estava bastante agitado, e não havia sinal da tripulação.

À noite, a estação de São Sebastião enviou outra mensagem ao escritório do Lloyd Brasileiro em Santos informando que :

Alguns tripulantes haviam chegado em São Sebastião, os demais tripulantes estavam próximos ao local do acidente, e realmente não seria possível recuperar o THEREZINA. O navio SÃO PAULO se dirigiu novamente ao local para fazer o resgate dos sobreviventes.

Atualmente o THEREZINA encontra-se completamente desmantelado, a uma profundidade que varia dos 9 aos 14 metros.

LOCALIZAÇÃO: Latitude 23o 54.274' S, Longitude 045o 27.564' W, erro de 11 metros, Map Datum Córrego Alegre.

( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Fontes de pesquisa :
* Revista SCUBA ano IV número 28
* Operadora Colonial Diver de Ilhabela/SP
* Museu Fundamar em São Sebastião/SP
* Livro Bandeiras nos Oceanos, Vol I,  do autor José Carlos Rossini
* Livro Sinistros Marítimos Costa de São Paulo 1900-1999 do autor José Carlos Rossini

Este artigo foi publicado pela primeira vez pelo autor, no antigo site MERGULHO BR.


Para você que gosta de histórias de naufrágios, deixo a sugestão deste livro:

quinta-feira, 24 de julho de 2014

HISTÓRIA : O NAUFRÁGIO DO VAPOR PIRAPAMA


A história do vapor PIRAPAMA é interessante e controvertida.

Ele era um vapor de rodas que foi afundado de propósito, por ter abalroado o vapor BAHIA cerca de um ano antes e não ter socorrido nenhum dos naufragos.

Algumas fontes citam que o comandante do PIRAPAMA tinha um desentendimento com o comandante do vapor BAHIA por causa de uma mulher, e que o primeiro havia prometido passar por cima do vapor BAHIA na primeira oportunidade que tivesse.

Na noite de 24 para 25 de Março de 1887 o vapor PIRAPAMA que havia saido de Recife/PE, bateu no vapor BAHIA que havia saído de João Pessoa/PB. O vapor BAHIA afundou em aproximadamente 20 minutos. Mais de 30 pessoas morreram no naufrágio.

O comandante do PIRAPAMA simplesmente retornou a Recife sem socorrer nenhum dos naufragos.

Após apuração dos fatos, decidiu-se afundar o vapor PIRAPAMA, em represália ao afundamento do vapor BAHIA. E assim ocorreu no ano de 1889.



O vapor PIRAPAMA tinha cerca de 75 metros de comprimento.

Hoje o PIRAPAMA encontra-se a cerca de 6 milhas de distância do Porto de Recife/PE, a uma profundidade que varia dos 22 aos 25 metros.

É um excelente local para mergulho, com muita vida marinha.

Agumas fontes ainda citam que:
  • O ano de afundamento do PIRAPAMA foi 1888.
  • O capitao Carvalho, comandante do PIRAPAMA foi absolvido após julgamento por falta de provas.

( Autor : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Principais fontes de pesquisa :
  • Revista MERGULHO ano V número 48
  • Revista MERGULHO ano III número 39
  • Revista SCUBA ano V número 41
Este artigo foi publicado pela primeira vez pelo autor, no antigo site MERGULHO BR.

Para você que gosta de histórias de naufrágios, deixo a sugestão deste livro:

sábado, 28 de junho de 2014

HISTÓRIA : O NAUFRÁGIO DO BAGÉ

Resumo :
  • Construído pelo estaleiro alemão AG Vulcan para a armadora Norddeustcher Lloyd (N.D.L.).
  • Lançado ao mar em 1912 e batizado com o nome de SIERRA NEVADA.
  • A viagem inaugural deu-se em Janeiro/1913.
  • Confiscado em 1917 no porto de Recife, recebendo depois o nome de BAGÉ.
  • Em sua última viagem, era comandado por Artur Guimarães.
  • Foi torpedeado pelo U-185 em 31 de Julho de 1943 na região de Sergipe.
  • Cerca de 84 pessoas sobreviveram e 30 morreram.
Fontes de pesquisa :
  • Catálogo de naufrágios e afundamentos do autor José Goes de Araujo
  • Livro Bandeiras no Oceanos do autor José Carlos Rossini
( Texto : Wilson Luiz Negrini de Carvalho )

Este artigo foi publicado pela primeira vez pelo autor, no antigo site MERGULHO BR.

Para você que gosta de histórias de naufrágios, deixo a sugestão deste livro: